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Dólar é pressionado por fraqueza no exterior e analisa dados do setor externo

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O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 26, alinhado à fraqueza externa da divisa americana e dos rendimentos dos Treasuries. O tom é mais defensivo no mercado internacional.

O mercado repercute o déficit menor em conta corrente em dezembro, mas também o Investimento Direto no País (IDP) pior que o estimado.

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A última semana de janeiro no câmbio local começa com os leilões de linha de rolagem do Banco Central, de até US$ 2 bilhões (às 10h30), que garantem previsibilidade à liquidez, e será marcada pelas decisões de juros do Copom e do Federal Reserve, na Super Quarta. O período termina com a disputa técnica pela definição da taxa Ptax de fim de mês, no dia 30.

Nesta segunda, o dólar segue pressionado ante pares fortes e divisas emergentes, enquanto o ouro supera a marca inédita dos US$ 5.000 a onça-troy e a prata também avança, com investidores em busca de segurança com incertezas geopolíticas minando o sentimento nos mercados.

O índice DXY do dólar ante seis moedas desenvolvidas atingiu na madrugada de hoje a mínima em quatro meses, aos 96,949 pontos, após a disparada do iene, em meio a especulações de coordenação entre EUA e Japão para intervenções cambiais em apoio à moeda japonesa.

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A liquidez ainda é bem reduzida e a agenda deve ganhar tração a partir de amanhã, com o IPCA-15 de janeiro.

O Brasil registrou déficit de US$ 3,363 bilhões na conta corrente em dezembro, menor que o de novembro (US$ 4,956 bilhões), informou o Banco Central. O resultado do mês foi menos negativo do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de US$ 5,60 bilhões. Em 2025, o déficit acumulado somou US$ 68,791 bilhões (3,03% do PIB), o maior desde 2014. O montante do ano também ficou menos deficitário do que a estimativa intermediária do levantamento (-US$ 72,500 bilhões) e a projeção do BC (-US$ 76 bilhões).

O Investimento Direto no País (IDP) registrou déficit de US$ 5,248 bilhões em dezembro, o primeiro resultado negativo desde dezembro de 2023, informou o BC. O número de dezembro ficou abaixo do piso do levantamento, negativo em US$ 2,70 bilhões. A mediana do mercado indicava entrada líquida de US$ 1,60 bilhão. Em 2025, o IDP somou US$ 77,676 bilhões (3,41% do PIB), abaixo da mediana (US$ 84,86 bilhões), mas acima da estimativa do BC (US$ 75 bilhões). Para 2026, o BC projeta entrada líquida de US$ 70 bilhões, equivalente a 2,8% do PIB.

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No boletim Focus, a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses caiu de 4,04% para 4,01%. A mediana para o IPCA de 2026 recuou de 4,02% para 4,00%, ficando 0,50 ponto abaixo do teto da meta (4,50%). Para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80% pela 12ª semana consecutiva.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal acelerou em quatro das sete capitais na terceira quadrissemana de janeiro, e o índice geral subiu de 0,43% para 0,49%, segundo a FGV.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,8 ponto em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, para 87,3 pontos, informou o Ibre/FGV. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,3 ponto.

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O BNDES selecionou sete fundos de investimento para receber até R$ 4,3 bilhões da BNDESPar em projetos de mitigação climática.

A União Europeia confirmou a proibição total das importações de gás natural russo, por gasodutos e GNL.

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