Dólar dispara 12% após eleição de Lula e é negociado a R$ 5,60
Primeiro pregão pós-eleição registra aversão a risco, com salto nas taxas de juros futuros e queda expressiva nos contratos de ações

O dólar abriu em forte disparada ante o real no primeiro pregão após as eleições, refletindo a reação inicial dos investidores ao desfecho do pleito do último domingo. Por volta das 9h30, a moeda norte-americana avançava 12,52%, cotada a R$ 5,60, em uma manhã marcada pela aversão a risco no mercado financeiro doméstico.
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No mercado futuro de ações, o contrato do Ibovespa com vencimento em 16 de dezembro de 2026 (INDZ26) chegou a afundar 14,84% nos primeiros negócios do dia, negociado a 177.215 pontos às 9h05. O movimento antecipa uma abertura fortemente negativa para o pregão à vista da B3, previsto para começar às 10h.
Diante da intensa oscilação, a B3 precisou revisar as regras operacionais da sessão e ampliou os limites inferiores de variação diária para todos os vencimentos de contratos futuros de Ibovespa para até -20%. Inicialmente, a margem máxima de queda havia sido fixada em -15%, mas a volatilidade atípica forçou a nova flexibilização dos parâmetros.
O estresse também contaminou a curva de juros. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), os juros futuros, abriram em forte alta ao longo de todos os vértices. O contrato para janeiro de 2021 disparou 182 pontos-base, atingindo 14,46%, enquanto o vencimento para janeiro de 2027 subiu 54 pontos-base, alcançando o patamar de 14,00%.
