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Dólar cai sob influência de estímulos na China em dia de Ptax

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O dólar opera em baixa no mercado à vista, sob influência da queda externa ante pares rivais e moedas emergentes latino-americanas. Os mercados de moedas globais reagem a novos estímulos ao setor imobiliário chinês e avanço de 10% do minério de ferro em Dalian hoje, véspera de feriado durante toda a semana na China. Os ajustes no câmbio ocorrem ainda em meio à defesa de interesses técnicos em dia de formação da última taxa Ptax de setembro e do terceiro trimestre.

Em Nova York, os rendimentos dos Treasuries avançam nesta manhã. Há expectativas por discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na tarde hoje (14h55), além da divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos de setembro, o payroll, na sexta-feira.

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No mercado interno, a Aneel confirmou na sexta-feira a adoção da bandeira vermelha 2 de energia elétrica para outubro, que já era esperada. A medida ajuda a manter pressão sobre os juros futuros em meio às apostas de que o Banco Central irá acelerar o ritmo de aumento da Selic, atualmente em 10,75% ao ano. A CM Capital diz que a bandeira terá um acréscimo de 45 pontos-base sobre o IPCA. A estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Angelo, avalia que haverá efeito de 17 pontos-base no IPCA para o mês.

Além disso, o mercado digere o boletim Focus, dados fiscais e a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à Rádio CBN mais cedo.

A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada dos próximos 12 meses caiu de 4,04% para 3,97%. Um mês atrás, era de 3,87%. Essa medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua, que valerá a partir de 2025. A meta continua tendo como centro 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. As medianas para o IPCA de 2024 e 2025 permaneceram em 4,37% e 3,97%.

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O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 21,425 bilhões em agosto, após um saldo negativo de R$ 21,348 bilhões em julho, em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava um saldo negativo de R$ 21,0 bilhões em agosto.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse mais cedo que o "mantra" da pasta é reduzir o impulso fiscal e melhorar as condições macroeconômicas do País para garantir o aumento dos investimentos. O ministro defendeu um alinhamento das políticas fiscal, comandada por sua pasta, e monetária, executada pelo Banco Central, como condição para a economia crescer de forma sustentada. Ele disse ainda que entre 500 e 600 sites de apostas esportivas deverão ser banidos do País nos próximos dias, por não estarem devidamente regulamentados.

"A Anatel vai bloquear do espaço brasileiro o acesso a esses sites", disse o ministro, durante entrevista à rádio CBN nesta manhã. "Não é a administração da Fazenda que faz esse bloqueio, mas nós estamos oficiando a Anatel", complementou Haddad, citando que é uma situação semelhante ao bloqueio do X no País, feito pela Anatel após ordem da Justiça.

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Às 9h48, o dólar à vista caía 0,15%, a R$ 5,4286. O dólar para novembro, contrato futuro mais negociado a partir de hoje, cedia 0,16 a R$ 5,4485.

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