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Dólar cai por alívio externo com possível conversa de EUA e Irã

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O dólar segue em baixa ante o real na manhã desta terça-feira, 14, e testou mínima intradia a R$ 4,9753 (-0,43%) no mercado à vista, mas desacelerou com ajustes, registrando máxima a R$ 4,9923 (-0,09%) por volta das 9h30.

O movimento está alinhado à fraqueza global da divisa americana, em meio à persistente queda do petróleo, que segue abaixo de US$ 100 o barril, por esperanças de retomada das negociações entre EUA e Irã. Os juros futuros também recuam na esteira do dólar e dos rendimentos de títulos europeus, enquanto os retornos dos Treasuries têm viés de alta.

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Na agenda local, o volume de serviços cresceu 0,1% em fevereiro ante janeiro, abaixo da mediana de 0,5% das projeções do mercado. Segundo o IBGE, na comparação anual, avançou 0,5%. No acumulado do ano, sobe 1,9%, e em 12 meses, desacelera para 2,7%, ante 3,0% até janeiro.

O Indicador de Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a guerra no Irã, sob Donald Trump, gerou novo choque global, elevando a incerteza e impactando petróleo e fertilizantes. Segundo o Icomex, a imprevisibilidade da política externa dos EUA aumenta riscos e afeta as relações econômicas internacionais, sem garantir os efeitos esperados.

A taxa de câmbio deve oscilar perto de R$ 5,00 nos próximos meses, mas tende a se depreciar no segundo semestre com a volatilidade da corrida presidencial, encerrando o ano entre R$ 5,35 e R$ 5,40, segundo Flávio Serrano, 1º colocado no ranking Top 5 Focus do Banco Central do Brasil em 2025 para câmbio de médio prazo.

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Pesquisa Futura Inteligência/Apex mostra cenário apertado na disputa presidencial: em eventual 2º turno, Flávio Bolsonaro tem 48% dos votos válidos contra 42,6% de Luiz Inácio Lula da Silva. No 1º turno, Lula (39,8%) e Flávio (37,3%) estão empatados na margem de erro.

No exterior, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, vão copresidir na sexta-feira, 17, em Paris, uma conferência com países que não participam do conflito no Oriente Médio para discutir uma missão no Estreito de Ormuz, "quando as condições de segurança permitirem".

Os balanços de JPMorgan Chase, Wells Fargo e BlackRock mostram lucros fortes e acima do esperado, sustentados por receitas financeiras e fluxo robusto.

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