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Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5,65 em dia de apetite por divisas latino-americanas

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O dólar apresentou queda moderada no mercado local nesta terça-feira, 27, dia marcado por alta das bolsas americanas e valorização de divisas latino-americanas. O real também pode ter se beneficiado da entrada de capital para a bolsa doméstica, após a leitura benigna do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) reforçar a aposta de que o Banco Central já encerrou o atual ciclo de aperto monetário.

Operadores observam que na segunda-feira a liquidez foi muito reduzida com a ausência de negócios nos mercados americanos, em razão do feriado de Memorial Day nos EUA. Parte do movimento desta terça pode representar um ajuste de posições e correção dos ganhos do dólar na segunda-feira. Pela manhã, o BC vendeu US$ 500 milhões em leilão de linha da oferta total de US$ 1 bilhão para rolagem do vencimento de 2 de julho de 2025.

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O dólar à vista fechou a R$ 5,6457, em baixa de 0,53%, passando a apresentar queda de 0,54% em maio. No ano, a moeda recua 8,65% em relação ao real, que exibe o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas em 2025, seguido pelo peso mexicano.

"O real está acompanhando outras moedas da América Latina. A história é de continuidade de fluxo para mercados emergentes", afirma o economista-chefe da corretora Monte Bravo, ressaltando que o IPCA abaixo do esperado levou a um recuo dos juros das NTN-Bs e estimulou a compra de ações. "Isso é um sinal de que há entrada de investidores estrangeiros para ativos de risco, o que é favorável para o real. A demanda pelo leilão de linha também foi menor, o que sugere que há menos pressão sobre o câmbio".

O IPCA-15 desacelerou de 0,43% em abril para 0,36% em maio, 0,08 ponto porcentual abaixo da mediana de Projeções Broadcast (0,44%). Foi também a menor leitura mensal para os meses de maio desde 2009. A avaliação majoritária dos analistas é que a parte qualitativa do índice foi positiva, com menor pressão em núcleo e serviços subjacentes, embora permaneçam em níveis elevados.

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O economista Vladimir Caramaschi, sócio-fundador da +Ideas Consultoria Econômica, destaca que, apesar da leitura do IPCA-15, a inflação segue elevada, com os preços de serviços indicando que a convergência para a meta levará tempo.

"Ainda assim, o IPCA-15 é uma boa notícia, que reforça a tese de que a política monetária já se encontra suficientemente restritiva, bastando que permaneça assim por um longo período", afirma Caramaschi. "O resultado favorece a leitura de que o ciclo de alta da Selic terminou na última reunião do Copom".

Lá fora, a moeda americana sobe em relação a pares, com ganhos de mais de 1% frente ao iene japonês, e na comparação com a maioria das divisas emergentes e de países exportadores, na esteira de avanço bem acima do esperado do índice de confiança do consumidor dos EUA em maio, segundo o Conference Board. As taxas dos Treasuries recuaram em bloco, o que também pode ter favorecido divisas latino-americanas

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"Os rendimentos de longo prazo do Tesouro dos EUA estão recuando após a notícia de que o Ministério das Finanças do Japão reduzirá a emissão de seus próprios títulos de longo prazo. A notícia está ajudando a estabilizar ativos de risco, com as ações dos EUA em alta", afirma o Citi, em relatório.

Após anunciar no domingo o adiamento de 1º de junho para 9 de julho da imposição de tarifas de 50% a produtos da União Europeia, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta terça esperar que os europeu abram seu mercado para os EUA. O presidente dos EUA disse ainda ter sido informado que a UE pediu para que as datas de reuniões sobre as negociações tarifárias sejam marcadas rapidamente.

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