Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Dólar cai 0,60% com apetite externo ao risco e espera por Selic maior

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O dólar emendou nesta quinta-feira (29) o segundo pregão consecutivo de queda firme, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana, em dia marcado por apetite ao risco. Analistas afirmam que a aposta em alta mais pronunciada da taxa Selic e a perspectiva de manutenção de liquidez global farta nos próximos meses - propiciada pelo tom ameno do Federal Reserve ontem e reforçada, hoje, pelo resultado aquém do esperado do PIB dos EUA no segundo trimestre - abrem uma janela para apreciação do real no curto prazo.

A taxa Selic mais gorda aumenta a atratividade da renda fixa brasileira e pode estimular os exportadores a internalizar mais recursos. Também conta a favor do real nas próximas semanas a possibilidade de elevação do fluxo externo de recursos para ofertas de ações na B3, que, até o momento, tem sido em sua maior parte absorvida por investidores locais. Com esse pano de fundo, já há quem veja a possibilidade de o dólar furar o piso de R$ 5, caso não haja solavancos do lado político.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Hoje, o dólar rompeu R$ 5,10 já na abertura e, no início da tarde, chegou a furar o piso de R$ 5,05, ao descer até a mínima de R$ 5,0422. No fim da sessão, a moeda americana era negociada a R$ 5,0792, em queda de 0,60%, levando a desvalorização na semana a 2,52%. É o menor valor de fechamento desde 2 de julho. Apesar do tombo recente, o dólar ainda acumula alta de 2,13% em julho. Amanhã, é dia de formação da última Ptax do mês, o que pode exacerbar a volatilidade da moeda.

A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, vê uma janela favorável para o real no curto prazo, na esteira de entrada de dinheiro para aproveitar o diferencial de juros - com eventual alta de 1 ponto porcentual da Selic em agosto e sinalização de outra elevação de 1 ponto na sequência - e manutenção de um ritmo forte de exportações. "No quesito crescimento, apesar de cerca moderação na margem, o Brasil está em vantagem em relação a outros países, o que também favorece a moeda", afirma.

Outro ponto que deve ser observado é a dinâmica do câmbio contratado. A economista destaca que no segundo trimestre os exportadores deixaram cerca de US$ 7 bilhões no exterior, mesmo com a Selic já mais elevada. "Não é possível saber se o exportador vai alterar sensivelmente sua forma de atuar. Mas faz sentido trazer um pouco mais de recursos se a Selic subir 100 pontos-base (1 ponto porcentual)", pondera.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o economista-chefe Instituto Internacional de Finanças (IFF), Robin Brooks, os mercados sabem que a redução de estímulos nos Estados Unidos não virá em breve, o que dá impulso às moedas emergentes, "especialmente onde os bancos centrais estão subindo os juros, caso do Brasil". Brooks ainda vê o real 15% abaixo de seu valor justo, de R$ 4,50. "Os estrangeiros estão entusiasmados. O que é necessário para que os brasileiros fiquem um pouco menos negativos com seu próprio País...", escreve Brooks no Twitter.

Damico, da Armor, vê espaço para que o dólar fure o piso de R$ 5 no curto prazo, mas não acredita em taxa de câmbio na casa de R$ 4,60 ou R$ 4,50. No médio prazo, observa a economista, a tendência é de a moeda americana subir e encerrar o ano em R$ 5,30. Ela argumenta que ao aumento de remessas de lucros e dividendos, evento típico de fim de ano, vão se somar uma balança comercial menos exuberante e a liquidação da segunda parte do overhedge dos bancos. E isso vai acontecer justamente no momento em que o debate sobre o 'tapering' estará a pleno valor, o que pode dar fôlego à divisa dos EUA.

"As pessoas também vão começar a olhar mais para os riscos eleitorais. Isso tudo torna o fim de ano um pouco mais difícil para a moeda", afirma a economista da Armor, lembrando também que ainda existem dúvidas também em torno do impacto da reforma tributária sobre as remessas de lucros e dividendos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV