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Dólar amplia queda com apetite por risco no exterior e IGP-DI forte

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O dólar volta a cair no mercado à vista nesta quarta-feira, 7, em meio ao apetite por risco no exterior e a inflação mais alta no Brasil. O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,83% em julho, acima do teto das estimativas do mercado (0,80%). No pano de fundo, o mercado de câmbio opera sob efeito das aposta em alta da Selic à frente, após a sinalização do Banco Central, na ata do Copom na terça-feira, deixando a porta aberta para elevar a taxa.

Na ata, os diretores do Banco Central deixaram claro que enxergam deterioração de parâmetros e apontam risco real de elevação da taxa Selic.

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A sinalização promoveu uma inclinação na curva de juros como primeira reação, com viés de alta na ponta curta e de baixa na longa, revelando aumento nas apostas de alta da Selic este ano, o que ainda é considerado improvável pelos analistas.

No câmbio, o real segue se valorizando juntamente com alguns pares de países emergentes que têm juros altos, em especial o peso mexicano, diante da queda do iene e alta da Bolsa do Japão, além das asiáticas no geral por conta do arrefecimento dos temores recentes de que a economia dos EUA possa entrar em recessão.

O alívio reflete ainda a fala do vice-presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Shinichi Uchida, de que a instituição não voltará a elevar juros enquanto os mercados estiverem instáveis.

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Os ganhos de mais de 2% do petróleo nesta manhã podem ainda estar atraindo vendas de dólares por exportadores no mercado de câmbio à vista, apesar da queda anual de 3% das importações chinesas da commodity em julho.

No total, porém, a China trouxe aumento anual das importações acima do esperado em julho, beneficiando também moedas de países exportadores de produtos básicos. Por outro lado, a queda do minério de ferro na China (-2,41%) e em Cingapura (-1,37%) hoje servem de contraponto, e pode inibir um pouco a atuação de exportadores.

As exportações chinesas subiram 7% em julho ante igual mês do ano passado, mas ficaram abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam avanço de 9,9%. Já as importações chinesas registraram alta de 7,2% em julho na comparação anual, após a queda de 2,3% em junho. Neste caso, o consenso da FactSet indicava alta de 3%. O país acumulou superávit comercial de US$ 84,65 bilhões em julho, menor do que o saldo positivo de US$ 99,05 bilhões do mês anterior e aquém das projeções de US$ 100 bilhões.

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Às 9h37, o dólar à vista caía 0,61%, a R$ 5,6231. O dólar para setembro recuava 0,63%, a R$ 5,6375.

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