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Dólar abre em alta por tensão externa, mas passa a cair ante real com fluxo comercial

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O dólar passou a cair com possível ingresso de fluxo comercial, após abrir em alta no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 19. Por volta das 9h40, a divisa americana recuava a R$ 5,2258 (-0,28%), na mínima intradiária. Mais cedo, a moeda americana chegou a subir até uma máxima, a R$ 5,2533 (+0,24%).

Alta de mais de 1% do petróleo favorece a entrada de fluxo comercial e a recuperação do real, após o dólar abrir fortalecido no mercado à vista, com demanda defensiva induzida pela valorização externa da divisa americana ante seus pares desenvolvidos e as principais moedas emergentes ligadas a commodities.

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Investidores buscaram proteção mais cedo por temores de ataque iminente dos Estados Unidos ao Irã, o que ainda mantém o dólar em alta ante seus pares desenvolvidos e as outras moedas emergentes e ligadas a commodities.

EUA e Irã intensificaram a pressão militar, enquanto seguem sem acordo sobre o programa nuclear do país persa, elevando o risco de escalada no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou presença militar na região, enquanto a falta de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aumenta preocupações globais e sustenta a tensão geopolítica.

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O petróleo também sobe e ajuda a limitar as perdas das moedas emergentes, enquanto as bolsas internacionais recuam e o ouro tem viés de alta.

Os juros futuros também avançam moderadamente diante do IBC-Br e desempenho positivo da moeda americana e dos rendimentos dos Treasuries.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou queda de 0,18% em dezembro, acima do previsto (-0,40%). Já a alta de 2,45% do IBC-Br 2025 ficou pouco acima da mediana de (2,40%).

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No campo da inflação, o IGP-M caiu 0,70% na segunda prévia de fevereiro, após alta de 0,44% em igual leitura de janeiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Houve alívio em todas as principais aberturas que compõem o indicador.

Já o IPC-S desacelerou para 0,45% na segunda quadrissemana de fevereiro, após 0,59% na leitura anterior, acumulando alta de 3,84% em 12 meses.

No exterior, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, ameaçou retirar o país da Agência Internacional de Energia (AIE) caso a entidade mantenha a agenda de emissões líquidas zero, defendendo que a agência volte a priorizar segurança e acesso à energia, segundo a AFP.

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O presidente Donald Trump realiza nesta quinta-feira a primeira reunião do Conselho da Paz, com países aliados, para discutir a reconstrução de Gaza e a criação de uma força internacional de estabilização. .

O PIB da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cresceu 0,3% no 4º trimestre de 2025, desacelerando ante 0,4% no trimestre anterior, em meio a desempenho misto entre os países. No ano, a economia avançou 1,7%, acima de 2024 e 2023.

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