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Dólar à vista recua e opera perto da mínima após bateria de dados dos EUA

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O dólar à vista abriu em queda e segue operando próximo da mínima do dia nesta quinta-feira, 30, acompanhando a fraqueza da moeda americana no exterior após uma bateria de indicadores dos Estados Unidos. Por volta das 9h50, a divisa recuava para a faixa de R$ 5,09, depois de abrir a R$ 5,1060.

O movimento ocorre após a divulgação da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano, que cresceu à taxa anualizada de 1,5% no segundo trimestre, abaixo da expectativa de 2,1%. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) veio em linha com as projeções, enquanto o núcleo do indicador avançou 0,1% em junho, abaixo da previsão de 0,2%. Já os pedidos de auxílio-desemprego somaram 197 mil na última semana, abaixo da expectativa de 207 mil.

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No exterior, o índice DXY caía cerca de 0,2%, enquanto os rendimentos dos Treasuries operavam mais estáveis. O petróleo recuava cerca de 1%.

Os desdobramentos da crise no Oriente Médio seguem no foco. O governo do Irã afirmou que as negociações com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz continuam em andamento, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou ter realizado um ataque contra uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia e alegou ter destruído três caças F-35 americanos.

No Brasil, além da agenda internacional, investidores acompanham uma série de indicadores domésticos. O IGP-M caiu 1,16% em julho, mais do que a mediana das estimativas do mercado (-1,03%). Também pela manhã, a Fundação Getulio Vargas informou que o Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 0,4 ponto em julho, para 85,5 pontos, enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 3 pontos, para 87,8 pontos.

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O Banco Central informou ainda nesta manhã que as concessões de crédito livre dos bancos aumentaram 6,7% em junho, na comparação com maio, para R$ 668,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, a alta é de 9,3%. Os dados não têm ajuste sazonal.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou também que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho de 2026, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O resultado veio em linha com a mediana das estimativas encontrada em pesquisa Projeções Broadcast.

Na sessão de quarta, 29, o dólar à vista encerrou em baixa de 0,27%, cotado a R$ 5,1084, acompanhando a perda de força da moeda americana no exterior após a decisão do Fed e a entrevista do presidente da instituição, Kevin Warsh.

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