Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Dólar à vista avança 1,26% na semana, marcada por discurso duro do Fed

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após se aproximar do piso de R$ 4,90 pela manhã, quando registrou mínima a R$ 4,9046, o dólar à vista desacelerou bastante ritmo de baixa ao longo da tarde, com uma piora do apetite ao risco no exterior, e encerrou a sessão desta sexta-feira, 22, cotado a R$ 4,9325 (-0,05%), bem próximo da máxima (R$ 4,9335). O respiro do real se deu em dia marcado por sinal predominante de baixa da moeda americana na comparação com divisas emergentes e por valorização de commodities metálicas, na esteira de anúncio de novas medidas de estímulo à economia na China. Governos municipais de Xangai e de Pequim anunciaram o relaxamento de regras para investimento estrangeiro direto.

Segundo operadores, após a alta de 1,13% ontem, era de se esperar um recuo parcial do dólar hoje no mercado doméstico, com realização de lucros e desmonte posições defensivas. Na semana, a divisa acumulou ganhos de 1,21%, em sintonia com o movimento externo de fortalecimento do dólar e de avanço das taxas dos Treasuries longas. Principais pares do real, as divisas latino-americanas de países com juros altos, que exibem os maiores ganhos em 2023 frente ao dólar, também amargaram perdas na semana, com destaque para a baixa de mais de 1,5% do peso colombiano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Principal evento da semana, a decisão de política monetária do Federal Reserve na última quarta-feira, 20, com revisão de integrantes do Banco Central americano para inflação, juros e PIB, deixou uma mensagem clara: as taxas de juros devem permanecer em níveis elevados por período prolongado, com possibilidade de uma alta adicional que levaria os Fed Funds para além da faixa entre 5,25% e 5,50%. Dirigentes do Fed repetiram hoje que pode haver mais aperto da política monetária. À tarde, a presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, disse que o BC americano "está próximo" de seu objetivo de ter taxas de juros em níveis restritivos para controlar a inflação, mas não descartou a possibilidade de elevação adicional, que está condicionada aos indicadores econômicos.

"Apesar de o dólar recuar pela amanhã, refletindo otimismo com a China e movimento de ajuste após o salto de ontem, encerra a semana em alta, na esteira de um posicionamento duro por parte do Federal Reserve, que revisou para cima projeções para o patamar de juros ao longo de 2024", afirma o CEO do Transferbank, Luiz Felipe Bazzo, acrescentando que "a perspectiva de juros mais altos nos EUA costuma impulsionar o dólar globalmente, uma vez que implica retornos mais atraentes dos títulos do governo americanos".

O economista-chefe da Valor Investimentos, Piter Carvalho, chama a atenção para o impacto para os portfólios do movimento recente de alta taxas dos Treasuries de 10 e 30 anos, que servem de referência para o custo de oportunidade de investimentos em ativos ao redor do mundo. "As curvas das taxas americanas estão empinadas, com as taxas de 10 e 30 anos rondando os 4,50%. Isso suga dinheiro que poderia ir para ativos emergentes e fortalece ainda mais o dólar", afirma Carvalho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da depreciação na semana, o dólar ainda acumula baixa de 0,38% em setembro e não ultrapassou o nível psicológico de R$ 5,00 no fechamento. Analistas observam que o real é sustentado por fluxo comercial expressivo e pelas taxas de juros locais elevadas, que tornam muito custoso o carregamento de posições em dólar e atraem capital estrangeiro para operações de carry trade. Após reduzir a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 12,75%, na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) deixou claro que não pretende acelerar o ritmo de cortes nos próximos meses, o que contribui para manter a atratividade da renda fixa brasileira mesmo com redução do diferencial de juros interno e externo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV