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DIs sobem com risco de votação do Orçamento ficar para abril

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Os juros futuros descolaram do comportamento do câmbio no período da tarde desta sexta-feira, com o mercado embutindo o risco de que a votação do Orçamento fique apenas para abril e por fatores técnicos, como a preferência de operadores por zerar posições antes do fim de semana. A curva perdeu a inclinação na semana, com o vértice longo fechando 7 pontos-base e o médio e curto perto do nível da última sexta-feira.

Às 17h20, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 avançava para 14,555%, de 14,500% do ajuste anterior, e a para janeiro de 2029 subia a 14,460%, de 14,422%. Já o DI para janeiro de 2026 marcava 14,745%, rondando o ajuste de 14,730%.

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A votação do Orçamento deste ano pode ser novamente adiada, agora para abril, por entraves políticos envolvendo a proposta e pela viagem que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretendem fazer ao Japão no fim do mês, apurou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A possibilidade havia sido divulgada no período da tarde pelo Poder360.

"Juros responderam a essa viagem de Motta e Alcolumbre e à possibilidade de adiamento, de novo, do Orçamento. A necessidade de votação da Ploa é justamente de dar mais rigidez ao Orçamento, e a possibilidade de novo adiamento gera risco de que o governo queira colocar algum outro benefício social no plano", afirma o diretor de Investimentos da Nomos, Beto Saadia. "Se não tem projeto do Orçamento votado, ainda há incerteza sobre o que o governo vai querer colocar lá dentro", complementa.

Pela manhã, o vértice longo dos juros caía, na esteira do dólar. Segundo o sócio da WMS Capital, Marcos Moreira, também houve influência do dado do setor público consolidado de janeiro, que teve superávit primário de R$ 104,096 bilhões, acima da mediana das estimativas do Projeções Broadcast de R$ 101,80 bilhões.

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Já a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) teve como destaque a queda de 0,1% das vendas no varejo restrito em janeiro ante dezembro, abaixo da mediana de crescimento de 0,2% do Projeções Broadcast.

Para a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro, o dado demonstra que o Brasil está em um "momentum de enfraquecimento do consumo".

O vértice mais curto dos juros, que ronda os ajustes da véspera, teve desempenho mais atrelado à expectativa com a política monetária.

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Pesquisa do BTG Pactual, divulgada nesta sexta, mostra que 90% esperam alta de 100 pontos-base na reunião de março, com 38% acreditando que o comunicado deveria vir "sem indicação explícita para a próxima reunião".

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