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Dirigente do Fed prevê juros de volta ao nível neutro nos EUA só depois de 2025

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Austan Goolsbee, projetou nesta sexta-feira, 7, que os juros no país devem chegar ao nível neutro depois de 2025. Em entrevista ao Yahoo Finance, o dirigente reconheceu as incertezas em relação à política monetária, mas disse esperar que, no prazo de 12 a 18 meses, a taxa básica esteja abaixo da faixa atual (entre 4,25% e 4,50%).

Goolsbee acrescentou que o ritmo de relaxamento monetário será mais lento à frente, a depender da dimensão das dúvidas em relação à economia e à inflação.

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"Se pudermos sair das incertezas relativas a política, geopolítica e commodities, vejo os juros no longo prazo se acomodando em nível bem inferior que o atual", disse o membro do Fed.

Tarifas

Austan Goolsbee reconheceu que as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a outros países adicionam "um pouco de incerteza" no cenário de preços e atividade. O dirigente explicou que tarifas pontuais, apenas únicas, levariam a um "choque transitório" de inflação. No entanto, para ele, o risco de uma guerra comercial generalizada é "real", o que poderia complicar as perspectivas.

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Goolsbee citou a experiência de 2018, quando tarifas de Trump não tiveram efeito inflacionário. Seja como for, ele ainda vê a inflação caminhando à meta de 2%.

O dirigente minimizou o avanço nas expectativas de inflação indicado pela Universidade de Michigan. Para ele, métricas baseadas em mercado são mais importantes.

Payroll

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O presidente do Federal Reserve de Chicago classificou como "sólido" a leitura de janeiro do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll. Comentou que o indicador veio praticamente em linha com o que se esperava. "Tomando todos os indicadores conjuntamente, parece que o cenário mostra que estamos nos acomodando em algo perto de pleno emprego", ressaltou.

Goolsbee acrescentou que o crescimento salarial está consistente com a inflação na meta de 2%.

Ele disse não esperar uma recuperação da escalada inflacionária, o que sustenta a expectativa por juros abaixo do nível atual no prazo de 12 a 18 meses.

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