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Diretor do Fed cita juros restritivos, mas descarta EUA próximos de recessão

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As taxas de juros seguem restritivas nos Estados Unidos, apesar dos cortes recentes, afirmou o diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Christopher Waller. "Mas não estamos nem um pouco próximos de uma recessão", disse, em sessão de perguntas e respostas de evento promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira, 8.

Segundo ele, há opiniões muito diferentes sobre cortes de juros entre os dirigentes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).

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Citando o gráfico de pontos divulgado na última decisão, Waller apontou que as previsões variam de nenhum corte a cinco cortes de juros de 25 pontos-base.

O dirigente, no entanto, descartou a possibilidade de retornar os juros ao nível de 0%, classificando como "improvável" em um futuro próximo. "Queremos manter inflação baixa e estável. Este deve ser o nosso objetivo e o de todos os bancos centrais", ressaltou.

Questionado sobre a elevação dos juros dos Treasuries nos últimos meses, Waller observou que os rendimentos podem ter sido impulsionados pelo prêmio de perspectivas de inflação ou do déficit fiscal, com a aproximação do novo governo nos EUA.

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Riscos à inflação

No mesmo evento, em discurso, o diretor do Federal Reserve alertou que tensões geopolíticas e tarifas comerciais podem representar riscos de alta para a inflação dos Estados Unidos, a depender dos seus impactos sobre a economia do país.

O dirigente também afirmou que estes fatores devem ser desafios para presidentes de outros BCs ao redor do mundo, junto do rápido envelhecimento da população.

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Waller pontuou que, na sua visão, dificilmente as tarifas propostas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, terão grande impacto sobre a inflação no curto prazo.

O diretor do BC norte-americano ressaltou que ainda não é possível saber a magnitude das tarifas e que, a depender disso, os efeitos podem ser sentidos apenas no longo prazo. "Há uma grande variedade de projeções sobre qual será o impacto das tarifas e precisamos vê-las efetivamente antes de considerá-las", disse.

Contudo, Waller defendeu que a política monetária precisa estar preparada para responder a riscos inesperados e "sem precedentes", em um ambiente global cada vez mais incerto.

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Sobre a inflação de serviços, o dirigente apontou, na sessão de perguntas e respostas de evento, que seu desempenho dependerá do avanço salarial: se os salários subirem em ritmo acelerado, podem manter a inflação elevada. Do contrário, podem arrefecê-la.

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