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Diálogo com a China é para rever cota da exportação de carne ano que vem, diz ministro

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Durante evento no Rio de Janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reiterou a importância da China para o mercado exportador brasileiro, embora tenha havido, neste ano, uma limitação imposta por Pequim às importações de carne, que afetou o Brasil.

"O governo está construindo um bom diálogo para que, no ano que vem, a gente reveja essa salvaguarda com o teto da cota da exportação", afirmou a jornalistas.

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A China vem controlando as compras de carne bovina do Brasil por meio de uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas. O País tem exportado 1,5 milhão de toneladas, com o excedente tributado em 50%. O mercado produtor teme que o ritmo acelerado de uso do volume isento de sobretaxa eleve o risco de perda de viabilidade econômica dos embarques ao longo do ano.

"O Brasil consegue exportar além da cota e, ainda assim, é competitivo, mas o ideal é que fiquemos sem cota, sem sobrecarga", disse o ministro.

Ele ainda comentou o anúncio de que as autoridades chinesas retiraram a suspensão de três frigoríficos brasileiros, que estavam impedidos de embarcar para a China desde março de 2025. "O ministro André de Paula voltou da China semana passada e estamos animados com a perspectiva de, ainda neste ano, nós conseguirmos a habilitação de, pelo menos, mais 30 frigoríficos", comentou.

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OMC

Ao comentar o comércio internacional, que desde 2017 vem passando por mudanças diante da perda de peso da Organização Mundial do Comércio (OMC), Márcio Elias afirmou que a "boa indústria" é a que atende ao mercado interno e ganha o externo. "A OMC é essencial porque ela estabelece o multilateralismo. O comércio é sempre regional, é quase sempre intrabloco. A maior parte das negociações é feita entre os parceiros."

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