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Despesa com Fundef fora do teto no primeiro ano é de R$ 6,8 bi, diz Bezerra

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O pagamento dos precatórios ligados ao antigo Fundef é calculado em R$ 6,8 bilhões em 2022, de acordo com o líder do governo e relator da PEC dos Precatórios no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Após um acordo com senadores, o relator retirou essa despesa do teto de gastos para conseguir apoio na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O valor total de precatórios do Fundef devido a Estados é de aproximadamente R$ 16 bilhões. Pela PEC, 40% do total terá de ser pago no primeiro ano.

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O relator foi questionado por manter o parcelamento mesmo retirando a despesa do teto. Bezerra argumentou que o escalonamento do repasse foi negociado diretamente com os governadores durante a tramitação do texto na Câmara e destacou que não mexeria nisso.

Ao anunciar novas alterações, durante reunião da CCJ, Bezerra disse que não houve retorno sobre a proposta de carimbar todo o espaço fiscal da PEC a despesas específicas, entre elas o Auxílio Brasil.

De acordo com o parecer, a destinação dos recursos está vinculada apenas à folga gerada pela mudança na regra do teto - cerca de R$ 62,2 bilhões -, e não ao limite no pagamento de precatórios, que pode abrir margem para 43,8 bilhões em outros gastos. Há temor de direcionamento para emendas do orçamento secreto em ano eleitoral.

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Em meio às críticas por limitar o pagamento de precatórios e alterar a regra do teto de gastos, a principal âncora fiscal do País, Bezerra defendeu a proposta do governo afirmando que o Orçamento pode ficar inviável se os precatórios continuarem sendo impostos no ritmo atual. "Quem achar que o governo pode continuar a se endividar sem olhar essa despesa está errado", disse o líder do governo. "A nossa dívida pode ser dobrada só com precatórios, não é com estrada, não, não é com energia."

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