Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Desoneração da folha foi votada à revelia da Fazenda, que vê medida como 'pauta-bomba'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Na véspera do envio do Orçamento de 2024, a equipe econômica teve um dia tenso no Congresso Nacional, que votou duas medidas com forte impacto nos cofres públicos. Na primeira, o governo teve de entrar em campo nos bastidores para garantir a acirrada aprovação no Senado de mudanças no Carf, o tribunal da Receita Federal. Já a segunda foi uma derrota categórica para a Fazenda: a aprovação pela Câmara do projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia até 2027 e prevê, ainda, benefícios fiscais a todos os municípios brasileiros, que poderão reduzir a contribuição previdenciária. O projeto, que agora volta ao Senado por ter sofrido modificações, é visto com ampla preocupação pela equipe econômica, que foi escanteada das discussões no Congresso, segundo apurou o

Estadão/Broadcast

. A Fazenda desejava incluir o debate sobre a redução de encargos trabalhistas na reforma tributária da renda, que deve ter início após a aprovação da reforma sobre o consumo. Além disso, a medida prevê perda de receita num momento em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trabalha para aumentar a arrecadação, a fim de cumprir a meta de zerar o déficit das contas públicas no próximo ano. Só a inclusão dos municípios no projeto, após forte pressão dos prefeitos, terá um custo extra de até R$ 11 bilhões aos cofres públicos. Integrantes da Fazenda classificam a medida como "pauta-bomba", podendo dificultar o já desafiador caminho do governo para cumprir a meta em 2024 - o que vai exigir R$ 168 bilhões em receitas extras para reforçar o caixa. Segundo fontes da equipe econômica, a desoneração foi "votada à revelia da Fazenda", que não foi procurada para discussão de impactos da medida e possíveis alternativas, apesar da cobrança por mais diálogo entre a pasta e o Congresso. Já na votação do Senado, sobre o chamado voto de qualidade do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), que dá o voto de Minerva para a Receita em caso de empate nos julgamentos, o governo dialogou com lideranças do Centrão nesta quarta-feira (30) e articulou a aprovação, que nem por isso deixou de ser apertada: foram 34 votos a favor e 27 contrários. A Fazenda também dialogou com parlamentares e com o mercado financeiro para a elaboração das medidas de taxação dos "super-ricos", enviadas ao Congresso na segunda. Como mostrou o

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.
Estadão/Broadcast

, a equipe econômica fez ajustes no projeto de lei que aperta a tributação sobre os fundos offshores (aplicações financeiras no exterior) após alerta do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na semana passada.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV