Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Desembargador derruba decisão e autoriza governo do DF a usar imóveis para capitalizar BRB

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após recurso do governo do Distrito Federal (DF), o desembargador Roberval Casemiro Belinati, presidente em exercício do Tribunal de Justiça do DF, derrubou uma liminar que proibia a capitalização do Banco de Brasília (BRB) por meio de imóveis públicos.

Agora, o BRB poderá receber o socorro financeiro do seu controlador para tapar os prejuízos causados pelas suas operações com o Banco Master. De acordo com a decisão, Belinati apontou "sérias consequências práticas", caso a proibição fosse mantida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Em que pese a robustez e os sólidos argumentos da decisão proferida pelo juízo da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, a cautela recomenda, diante das sérias consequências práticas dos efeitos da liminar concedida acima apontadas, o deferimento da suspensão da liminar ora pleiteada", escreveu Belinati na decisão.

A liminar impedia o uso de nove imóveis oferecidos pelo governo do DF para reforçar o capital do BRB, com a transferência dos bens para o banco, a oferta dos imóveis como garantia em um empréstimo e a criação de um fundo imobiliário com os terrenos.

Nesta quarta-feira, 18, o BRB realizará uma assembleia geral para aprovar a capitalização. Dentro do banco, a estimativa é de que o buraco deixado pelas operações com o Master seja de aproximadamente R$ 8 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o desembargador Belinati, a capitalização foi autorizada por lei, aprovada pela Câmara Distrital do DF, e é medida que "atende a relevante interesse público primário".

"A decisão (liminar) tolhe o livre funcionamento e a autonomia do Poder Executivo do Distrito Federal na escolha dos meios para superação da situação de crise do banco estatal, máxime quando ainda não evidenciada a inconstitucionalidade da lei distrital ou o exercício abusivo do poder de controle exercido pelo Distrito Federal sobre os entes da administração indireta", pontua.

O que o governo do DF argumentou

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No recurso, o governo Ibaneis Rocha alegou risco de liquidação ou intervenção federal no BRB se não houver um aporte para cobrir o rombo deixado pelo Master.

"(O) risco de danos ao Distrito Federal e ao BRB é imediato na medida em que (a decisão) impede a concretização dos instrumentos destinados a equacionar a crise do BRB, podendo levar a instituição bancária à liquidação ou à intervenção federal, com os graves impactos dessas medidas", diz o recurso.

O governo argumentou que a lei aprovada autoriza o Distrito Federal a realizar operações (alienação, criação de fundo imobiliário e contratação de crédito) com o objetivo final de "geração de caixa".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BRB tem até o dia 31 de março para apresentar o balanço do terceiro e quarto trimestres de 2025. O documento precisa contabilizar os prejuízos causados pela compra de R$ 12,2 bilhões de créditos podres do banco Master.

Os imóveis serão usados para a constituição de fundo imobiliário e como garantia de um empréstimo de R$ 3,3 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Em paralelo, a nova administração do banco já quer apresentar uma saída para o rombo, com a capitalização por parte do governo do GDF. A ideia é evitar que o Banco Central aplique "medidas prudenciais preventivas" no BRB, com uma série de restrições para a atuação do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que dizia a liminar da Justiça

A lei aprovada oferece nove imóveis para serem usados na capitalização do BRB. Como o Estadão mostrou, um dos imóveis tem um problema jurídico e outro está em uma área de preservação ambiental. Dois pareceres jurídicos da Procuradoria-Geral do Distrito Federal apontaram entraves legais para o uso de imóveis e foram ignorados por Ibaneis.

O governo não apresentou laudos atualizados sobre os valores dos imóveis e nem realizou estudos demonstrando os impactos da medida, e apenas estimou que os imóveis tenham um valor de aproximadamente R$ 6,6 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na decisão liminar que foi derrubada nesta terça, a Justiça do DF havia entendido que a Câmara Legislativa poderia autorizar o Distrito Federal a transferir bens de outras estatais e do próprio DF, de forma complementar, mas não sugerir instrumentos e métodos de capitalização.

"A solução para a crise financeira do BRB deveria se originar da própria instituição financeira e não do Parlamento distrital", afirmou o juiz Daniel Carnacchioni nesta segunda-feira, 16.

Segundo ele, a lei autoriza o desfalque de bens de empresas como Terracap, CEB, Caesb e Novacap - instaladas em terrenos oferecidos para o BRB - sem qualquer estudo prévio de impacto nos serviços públicos que elas prestam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o projeto autorizou o Distrito Federal a adotar vários instrumentos para capitalizar o banco "sem qualquer informação precisa sobre a condição econômica e o grau de comprometimento de liquidez da instituição financeira", disse o magistrado.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV