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Demanda por crédito cresce 4,0% em 2023, puxada pelo segmento financeiro, diz Boa Vista

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A demanda por crédito no País fechou 2023 com crescimento de 4,0%, de acordo com a Boa Vista. O indicador que mensura a expansão da procura por financiamento subiu 0,5% em dezembro na comparação com novembro do ano passado - o oitavo avanço mensal consecutivo -, e registrou alta de 4,8% no confronto interanual. Só no quarto trimestre de 2023, a expansão foi de 2,1%, na margem, com ajuste sazonal.

O crescimento da demanda por crédito no ano passado foi puxado pelo segmento financeiro, com elevação de 9,6% no período. Já o setor não financeiro subiu menos, somente 0,3%, embora tenha voltado a mostrar expansão depois de três anos de retração.

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O economista da Boa Vista Flávio Calife ressalta que o ano de 2023 terminou com boas tendências nas aberturas do indicador. Ele cita que o crescimento no segmento financeiro vinha desacelerando desde o primeiro trimestre de 2022.

No último mês do ano passado, "andou de lado". Isso, na avaliação do economista, pode sugerir uma mudança de tendência ao longo de 2024, embora não seja esperada uma aceleração muito forte em relação ao ritmo atual.

Apesar da alta de 0,3% no segmento não financeiro em 2023, Calife destaca que é importante lembrar que vinha de três quedas anuais seguidas. "O resultado de 2023 não cobre, nem de perto, as perdas observadas entre 2020 e 2022, mas surge como um sinal positivo para o mercado de crédito", avalia.

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Para 2024, o economista da Boa Vista diz que os fatores condicionantes apontam para mais uma alta. "O endividamento e o comprometimento de renda das famílias estão gradualmente recuando, o mercado de trabalho segue forte, a inadimplência está em queda e a inflação sob controle, o que permite ao Banco Central fazer novos cortes na taxa Selic, evidentemente, de forma muito cautelosa", diz.

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