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Déficit em C/c em 12 meses supera IDP pela primeira vez desde fevereiro de 2020

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O déficit em transações correntes do Brasil acumulado em 12 meses superou o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) pela primeira vez desde fevereiro de 2020, mostram as estatísticas do setor externo publicadas nesta segunda-feira, 28, pelo Banco Central.

Em março, o déficit em conta corrente acumulado em 12 meses atingiu US$ 68,467 bilhões, ou 3,21% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele é US$ 254 milhões maior do que o IDP acumulado em 12 meses, de US$ 68,213 bilhões. Em porcentual do PIB, o IDP ficou em 3,19%.

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Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em fevereiro, o mercado e o próprio BC já estavam avaliando a possibilidade de uma inversão na relação entre conta corrente e IDP desde o início do ano. O próprio chefe do Departamento de Estatísticas da autarquia, Fernando Rocha, já havia reconhecido o risco desse movimento.

Os economistas ouvidos pela reportagem à época reconheceram o risco da inversão, mas disseram que ela tenderia a ser pontual e com pouco impacto no câmbio.

A inversão da relação entre conta corrente e IDP havia sido observada pela última vez em fevereiro de 2020 - na eclosão da pandemia de covid-19 no País -, quando o déficit em transações correntes somou 3,70% do PIB, contra 3,51% do IDP. Esse movimento foi pontual, tendo sido revertido já em março.

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Entre janeiro de 2013 e novembro de 2015, o déficit em conta corrente acumulado em 12 meses superou o IDP ininterruptamente por 35 meses.

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