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Crescimento de tensões geopolíticas amplia necessidade de proteger minerais críticos, diz AIE

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O crescimento de tensões geopolíticas amplia a necessidade de proteger minerais críticos dos riscos para cadeia de oferta, sob risco de mais que dobrar os preços para a indústria de determinados países, alerta a Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório divulgado nesta segunda-feira, 10. Alguns minérios, particularmente cobre o lítio, devem ter "aperto considerável" na oferta nos próximos anos.

A análise da AIE projeta que somente a demanda por lítio deve aumentar até 2035 e ficar 50% acima das expectativas da agência para a oferta do metal, feitas com base nos projetos existentes.

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"O níquel, o cobalto e o grafite podem não enfrentar o mesmo volume de riscos de oferta, mas levando em conta os projetos de mineração anunciados, devem exibir uma concentração de mercado elevada, com dependência pesando sobre um pequeno número de produtores", pondera o documento.

Cerca de 75% dos projetos anunciados para refinação de lítio, níquel e cobalto, e 90% dos projetos de grafite estão concentrados nos três principais países produtores, estima a AIE. Para a agência, o problema é que quaisquer mudanças na oferta poderão interromper cadeias globais de produção e impulsionar os preços, especialmente no setor de tecnologia, se este cenário continuar.

O relatório cita como exemplo a proliferação de restrições ao comércio envolvendo minerais críticos, como os controles de exportação aplicados pela China. Um aumento acentuado nos preços de grafite - utilizado na produção de baterias - poderia ampliar a diferença de preços entre veículos elétricos (EVs, em inglês) vendidos nos EUA ou na Europa, em comparação aos vendidos na China, praticamente dobrando os preços americanos e aumentando em 75% os preços europeus.

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Por outro lado, a AIE pondera que os minerais críticos têm atravessado anos tumultuosos em questão de preços, com queda significativa desde os ganhos fortes registrados entre 2021 e 2022. "Uma combinação de crescimento mais forte na oferta da África, da Indonésia e da China e um excesso de estoque no setor de tecnologia produziram pressão de baixa considerável sobre os preços dos metais", nota.

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