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CPFL: lucro líquido consolidado aumenta 3,3% no 3tri25 ante 3tri24, e chega a R$ 1,37 bi

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A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,376 bilhão no terceiro trimestre deste ano, alta de 3,3% na comparação com mesmo período do ano passado. Com isso, no acumulado em nove meses a companhia tem ganho de R$ 4,178 bilhões, 0,2% abaixo do verificado em igual etapa de 2024.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) consolidado foi de R$ 3,165 bilhões entre julho e setembro, praticamente estável (+0,3%) em relação aos mesmos meses do ano passado. De janeiro a setembro, o Ebitda somou R$ 10,044 bilhões, alta de 1,9% na comparação anual.

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A receita operacional líquida totalizou R$ 11,329 bilhões no período, 4,4% acima do registrado nos mesmos meses de 2024. No ano até setembro, a receita somou R$ 32,5 bilhões, crescimento de 6% na comparação anual.

O desempenho trimestral da companhia elétrica foi impulsionado, mais uma vez, pelo segmento de Distribuição, que registrou crescimento de 11,4% no Ebitda, para R$ 1,839 bilhão, enquanto o segmento de Geração teve Ebitda 3,4% menor, de R$ 1,07 bilhão, e a Transmissão diminuiu seu Ebitda em 33,6%, para R$ 248 milhões. O negócio de Comercialização e Serviços também teve performance pior na comparação anual, com Ebitda de apenas R$ 8 milhões, com queda de 66,6%.

Distribuição

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Na distribuição, a companhia seguiu avançando em sua estratégia de diminuir a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que recuou 24,7% na comparação anual e chegou a 0,91% da receita de fornecimento, ante 1,22% anotado um ano antes. Também houve melhora no indicador de perdas, que recuou, passando de 9,77% do segundo trimestre deste ano para 9,43% ao fim de setembro, no consolidado CPFL Energia, embora permaneça acima dos patamares regulatórios (8,46%).

"Conseguimos trazer de novo a PDD para patamar abaixo de 1%, o que eu acho que é bastante positivo, mas o ponto de atenção é que ele segue associado a um volume de corte bastante elevado, com 716 mil cortes no trimestre", disse o presidente da CPFL, Gustavo Estrella, à Broadcast, sistema de noícias em tempo real do Grupo Estado. O executivo também destacou a tendência positiva de queda do índice de perdas, com o aumento da assertividade das inspeções.

A melhora dos indicadores de PDD e perdas compensaram o desempenho fraco das vendas na área de concessão, que recuaram 0,6% no terceiro trimestre, na comparação anual, para 17,3 mil gigawatts-hora (GWh), pressionado pelo efeito das temperaturas mais amenas no período e pelo crescimento da geração distribuída. Segundo Estrella, somados esses dois fatores teriam um impacto de queda das vendas da ordem de 8% a 9% nas classes residencial e comercial. Mas esse efeito foi compensado com o aumento do consumo per capita observado nesses dois mesmos segmentos, resultando em um desempenho consolidado de +0,9% no consumo residencial e de -1,9% na classe comercial. Já a classe industrial se manteve estável (0,0%) em relação ao ano passado.

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Geração

Na Geração, o resultado foi impactado pelo risco hidrológico e pelas restrições de geração eólica, conhecida pelo jargão curtailment, parcialmente compensadas por ventos mais intensos no Estado do Ceará e reajustes contratuais. Os cortes de geração corresponderam a 37,3% da geração potencial total da companhia, cerca de 10 pontos porcentuais acima do verificado um ano antes. Isso levou a uma perda financeira da ordem de R$ 219 milhões. No ano, o impacto soma R$ 348 milhões.

"É um impacto bastante grande, mas, uma perspectiva mais positiva em relação à aprovação da Medida Provisória 1.304, que traz, finalmente, uma solução para o tema do curtailment, ainda que talvez com alguns ajustes", disse o executivo, que não antevê veto presidencial.

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Investimento e dívida

Entre os meses de julho a setembro, a CPFL realizou investimentos de R$ 1,7 bilhão, o que corresponde a um aumento de 19,2% em relação aos mesmos três meses do ano passado. Desse montante, 80% foram direcionados aos negócios de Distribuição, visando à expansão e modernização das redes das quatro concessionárias do grupo, com foco em confiabilidade, digitalização e melhoria da experiência do cliente. Outros R$ 215 milhões foram investidos na Transmissão. No acumulado de 2025, o investimento total chegou a R$ 4,4 bilhões, alta de 12,6%.

Já a dívida líquida cresceu 7,5% em um ano e alcançou R$ 28,484 bilhões ao fim de setembro. A alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda, aumentou de 2,04 vezes para 2,19 vezes, dentro dos limites dos covenants financeiros.

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Estrella salientou, porém, que, no terceiro trimestre, a CPFL realizou R$ 4 bilhões de captações em operações de longo prazo e custo financeiro atrativo, incluindo uma captação de R$ 3 bilhões junto à controladora chinesa State Grid e a CDI-0,37% e captações junto ao mercado por meio de emissões de debêntures incentivadas que somaram cerca de R$ 1 bilhão e prazo médio de nove anos. "Temos conseguido reduzir custo e aumentar o prazo médio das nossas captações", disse, citando o prazo médio de 3,92 anos e o custo de 14,2%.

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