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Cortes nos juros não são prováveis em 2023 e novas altas nas taxas não são descartadas, diz Fed

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Alguns dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) enfatizaram que era crucial comunicar que a linguagem na declaração pós-reunião da autoridade não deveria ser interpretada como um sinal de que reduções nos juros são prováveis neste ano, ou que novos aumentos nas taxas foram descartados. Segundo a ata do último encontro do Fed, publicada nesta quarta-feira, 24, os participantes da ocasião geralmente expressaram incerteza sobre quanto mais aperto nas políticas pode ser apropriado.

Muitos se concentraram na necessidade de manter as opções abertas após o último encontro, e alguns comentaram que, com base em suas expectativas de que o progresso no retorno da inflação para 2% poderia continuar inaceitavelmente lento, provavelmente seria necessário um aperto adicional da política monetária em reuniões futuras. Já vários participantes observaram que, se a economia evoluísse de acordo com suas perspectivas atuais, talvez não seja necessário mais aperto, diz o documento.

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Os participantes em geral observaram a importância de monitorar de perto as informações recebidas e suas implicações para as perspectivas econômicas, afirma a ata. Alguns participantes comentaram que viram evidências de que o aperto nos últimos anos estava começando a ter o efeito pretendido, aponta a publicação.

Inflação e meta

Alguns dirigentes do Federal Reserve observaram que o retorno da inflação à meta de 2% continua "inaceitavelmente lento" nos Estados Unidos, segundo ata da última reunião monetária. Os participantes do encontro ressaltaram que a taxa de desemprego segue baixa e a inflação elevada no país, apesar de recente desaceleração.

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Os dirigentes analisaram ainda que condições de crédito mais apertadas - como consequência de recentes turbulências bancárias - têm potencial de pesar sobre a atividade econômica, contratações e preços nos EUA.

Conforme a ata, os membros optaram por deixar em aberto decisões futuras após a última elevação nos juros, para que seja possível monitorar os "riscos proeminentes" e suas implicações para o cenário econômico dentro das metas de emprego máximo e estabilidade de preços. "Alguns participantes comentaram que, se a inflação continuar inaceitavelmente lenta, reforço adicional da política monetária poderia ser necessário nas próximas reuniões", ressaltou o documento.

Atividade

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Para os dirigentes do Federal Reserve, a atividade econômica expandiu em um ritmo modesto no primeiro trimestre, enquanto os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa.

Segundo a ata do último encontro da autoridade, divulgada nesta tarde, os participantes da reunião comentaram que as condições de crédito mais rígidas para famílias e empresas provavelmente pesaram na atividade econômica, contratação e inflação. No entanto, os dirigentes concordaram que a extensão desses efeitos permaneceu incerta.

A atividade econômica pelo mundo se recuperou no primeiro trimestre, refletindo a reabertura da economia da China de suas paralisações relacionadas ao covid-19, uma recuperação nas economias do Canadá e do México e a resiliência da economia da Europa ao choque de preços de energia da guerra da Rússia na Ucrânia, com um inverno ameno ajudando a reduzir a demanda na região, diz a ata.

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