Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Correção: CNI: política de pisos mínimos eleva custos do frete para a indústria em 16%

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A matéria publicada anteriormente continha uma imprecisão no título e no primeiro parágrafo. A percepção da indústria é de que a política de pisos mínimos - instituída pela Lei 13.703/20218 - deve elevar os custos do frete para a indústria em 16,4%, e não a Medida Provisória 1.343/2026, como constou no texto publicado. Seguem texto e título corrigidos, com a retirada do trecho adicional original que explicou a ação do deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da MP 1.343/2026, que protocolou no final da terça-feira, 16, o parecer com projeto de lei de conversão (PLV) sem o incentivo - que resultaria em renúncia fiscal ao governo federal - para empresas que contratarem caminhoneiros autônomos diretamente. A política de pisos mínimos elevou, em média, 16,4% os custos do frete rodoviário em comparação a um cenário de livre negociação, na avaliação da indústria. Estudo divulgado nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado com 1.571 empresas industriais dos dias 1º a 13 de abril, mostra que o impacto deve ser ainda maior para as pequenas e médias empresas no Nordeste do País. Para esse recorte, a alta no custo com os impactos da política dos pisos mínimos podem chegar a 19%, no caso das pequenas empresas, e de 18% para as médias. Entre as grandes empresas, a alta é de 14%. A percepção dos impactos também varia entre regiões. As empresas localizadas no Nordeste registram o maior aumento médio nos custos de transporte, de 20,3%, seguidas pelas do Norte, com 17,2%. "Os resultados sugerem que características logísticas dessas regiões, como a maior dependência do transporte rodoviário e a relevância das operações de frete de retorno, ampliam os efeitos da política de pisos mínimos sobre os custos das empresas", afirma a pesquisa. A sondagem mostra ainda que 94% das empresas industriais que contratam transporte rodoviário identificam impactos negativos da política de pisos mínimos sobre os custos do frete. Além disso, 64% classificam esses efeitos como altos ou muito altos. Segundo a CNI, oito em cada dez empresas consideram que a metodologia utilizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para definir os pisos mínimos está parcial ou totalmente desalinhada da realidade operacional do setor. A CNI ainda constatou que, como o tabelamento do preço do frete causa impactos mais "expressivos" em setores nos quais a logística representa parcela relevante dos custos de produção, os maiores efeitos serão sentidos nos segmentos de extração mineral e de produtos minerais não metálicos, como fertilizantes, sal, gesso e cerâmica, com aumento médio próximo de 23% nos custos de transporte. Também apresentaram elevação acima da média nacional os setores de produtos alimentícios e de máquinas e equipamentos. A entidade afirma ainda que a Medida Provisória 1.343/2026, a MP do Frete, em discussão no Congresso, ampliou as preocupações da indústria ao reforçar os mecanismos de fiscalização e endurecer as penalidades para o descumprimento da tabela de fretes. Entre as empresas que afirmam conhecer a medida, 85% apontam a elevação dos custos de transporte como principal preocupação, enquanto 57% citam perda de competitividade e 35% mencionam riscos de insegurança jurídica. A entidade defende alterações na MP durante sua tramitação no Congresso Nacional. A MP começará a ser analisada em comissão especial nesta quarta-feira, 17.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV