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Copom: sinais vindos da demanda e da atividade são compatíveis com política monetária, diz ata

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O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, na ata da sua mais recente reunião, que os sinais de desaceleração da demanda e atividade econômica até agora são compatíveis com a política monetária. O documento foi divulgado nesta terça-feira, dia 5.

"De modo geral, observa-se uma certa moderação de crescimento, corroborando o cenário delineado pelo comitê. Tal moderação, necessária para a abertura de hiato e a convergência da inflação à meta, se coaduna com uma política monetária contracionista", diz a ata.

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Por um lado, o comitê menciona uma moderação "mais nítida" do mercado de crédito. Programas como o novo consignado privado têm mostrado menor impacto que o esperado por alguns analistas do mercado. Além disso, há uma queda nas concessões e aumento nos juros e inadimplência do crédito livre, afirma.

"Tendo em vista o calendário de implementação nesta linha de crédito, bem como o efeito em outras modalidades da introdução e retirada de impostos, o comitê avalia que deve acompanhar atentamente as próximas divulgações dos dados de crédito", observa o Copom.

Na outra ponta, o mercado de trabalho continua dinâmico tanto do ponto de vista da renda, como do emprego, com queda da taxa de desocupação a níveis historicamente baixos. Esse setor mantém um suporte ao consumo e à renda, diz o comitê.

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"Em momentos de inflexão no ciclo econômico, é natural que se observem sinais mistos advindos de indicadores econômicos, alguns antecedentes, outros defasados, como também de comparações entre mercados, por exemplo, os mercados de crédito e de trabalho", afirma o Copom.

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