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Copasa destaca potencial de crescimento e ganhos regulatórios em roadshow de privatização

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A Copasa destacou potencial de crescimento, avanços regulatórios e ganhos de eficiência operacional durante o roadshow da oferta de ações que pode movimentar até R$ 10 bilhões. Na apresentação a investidores, a companhia afirmou que a privatização poderá servir como catalisador para melhorias de governança, disciplina na alocação de capital e expansão estrutural de margens.

Entre os principais pontos da tese de investimento, a empresa ressaltou a terceira revisão tarifária, que elevou o reajuste para 6,56% e passou a prever mecanismos como incorporação anual dos investimentos à base regulatória e reconhecimento de juros durante a construção de ativos. As mudanças ampliam a previsibilidade dos retornos e fortalecem os incentivos à expansão dos serviços, segundo a companhia.

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A Copasa também destacou o processo de regionalização do saneamento em Minas Gerais e a renovação da concessão de Belo Horizonte até 2073 como fatores que aumentam a visibilidade dos fluxos de caixa de longo prazo. A empresa afirma que outros 21 municípios já celebraram aditivos contratuais.

O roadshow ressalta ainda que Minas Gerais continua oferecendo espaço para expansão do saneamento. A Copasa já atende mais de 99% da população com abastecimento de água, mas a cobertura de esgoto ainda está em 80,4%, ante uma meta regulatória de 90% até 2033. A companhia avalia que o avanço da universalização deverá sustentar a expansão dos investimentos e da base regulatória de ativos nos próximos anos.

A apresentação detalha a estrutura societária prevista após a privatização. Pela modelagem da operação, o investidor de referência ficará com até 30% do capital social da companhia, enquanto cerca de 64,6% das ações permanecerão em circulação no mercado.

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O Estado de Minas Gerais deverá manter uma participação residual de 5%, além da golden share, preservando prerrogativas específicas previstas na legislação e no estatuto social.

A oferta prevê a venda inicial de 171,1 milhões de ações detidas pelo Estado de Minas Gerais, em uma operação estimada em cerca de R$ 9 bilhões. A modelagem reserva até 30% do capital social para um investidor de referência, participação avaliada em aproximadamente R$ 6 bilhões, enquanto outros 15% serão destinados ao mercado. Com a colocação integral das ações adicionais, o volume financeiro poderá alcançar cerca de R$ 10 bilhões.

Cronograma

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As propostas dos interessados em atuar como investidor de referência poderão ser apresentadas entre 21 e 25 de maio. O nome do selecionado deverá ser divulgado em 27 de maio.

A oferta ao mercado terá início em 28 de maio, enquanto o bookbuilding seguirá até 1.º de junho. A precificação está prevista para 2 de junho e a liquidação financeira para 8 de junho.

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