Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Conselho de avaliação de políticas do MPO sugere fim de subsídio tributário às termelétricas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Conselho de Monitoramento e Avaliações de Políticas Públicas (CMAP), ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), recomendou a adoção de medidas para pôr fim ao subsídio tributário destinado às termelétricas. A sugestão foi incluída no relatório divulgado nesta sexta-feira, 13, sobre o ciclo avaliativo de seis programas do governo, nos anos de 2023 e 2024.

No documento, o órgão aponta que não há informações referentes ao histórico das usinas beneficiadas pela lei e ao valor do benefício fiscal concedido para cada usina. O Conselho chama atenção ainda para a falta de articulação entre os órgãos envolvidos na política. "Diante das evidências identificadas, o CMAP recomenda a designação de unidade responsável pelo monitoramento e a adoção de medidas para o encerramento do subsídio tributário à termoeletricidade", diz o relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O subsídio tributário às termelétricas foi regulamentado por uma lei de 2001, em um momento de grave crise hídrica no País. A medida reduziu a zero, por tempo indeterminado, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins na compra de gás natural pelas usinas participantes do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) e na compra de carvão mineral destinado à geração de energia elétrica. Posteriormente, o benefício se estendeu para a compra de gás natural importado.

Desde a implantação da desoneração, o valor anual de renúncia fiscal aumentou continuamente até 2015, estabilizando-se em torno de R$ 600 milhões em 2020. No entanto, a avaliação constatou que PIS e Cofins não são cobrados de forma cumulativa há vários anos e, portanto, a desoneração na compra do insumo não afeta o preço final da eletricidade quando vendedores e compradores estão no regime de Lucro Real - já que as alíquotas são recolhidas na venda de eletricidade. Por isso, a Receita Federal alterou a metodologia de cálculo do gasto tributário em 2021, projetando o subsídio para cerca de R$ 24 milhões em 2023.

O Conselho ligado ao MPO avaliou que, apesar de o benefício não ter evitado a crise energética de 2001, os resultados mostram que as usinas beneficiadas desempenharam um importante papel na expansão da capacidade da matriz térmica brasileira, alcançando uma participação de 68% (entre as usinas térmicas) em 2007. "Entretanto, ao longo do tempo, essa proporção foi gradualmente reduzida, influenciada pela instalação de novas usinas termelétricas que não possuem o referido benefício", diz o relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O órgão aponta ainda que a matriz energética do País se "diversificou significativamente com o desenvolvimento do parque térmico, que atualmente contempla usinas a biomassa, gás natural, carvão mineral, entre outros". Em 2022, o parque térmico representava quase 25% da capacidade total da matriz de energia elétrica.

O CMAP pontua, por outro lado, que a medida gera um impacto negativo do ponto de vista ambiental. As termelétricas, segundo o órgão, chegaram a emitir 34 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) em 2014. "As termelétricas a carvão têm maiores taxas de emissão de gases de efeito estufa e igualam a emissão de térmicas a gás no período analisado, mesmo representando um terço da capacidade instalada de termelétricas a gás natural", cita o documento.

Diante das observações feitas, o órgão propôs medidas de aperfeiçoamento à política pública, como a divulgação com o "maior nível de desagregação possível" o gasto tributário por beneficiário e por usina termelétrica. O CMAP aponta ainda a necessidade de adotar medidas para o encerramento do subsídio tributário, prioritariamente ligado ao carvão mineral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV