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Confiança do consumidor recua 7,1% em setembro, aponta FecomercioSP

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A confiança dos paulistanos recuou 7,1% em setembro - de 132,6 para 123,2 pontos -, na comparação com igual mês de 2023, segundo o Índice de Confiança dos Consumidores (ICC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na margem, o ICC também apresentou retração de 3,2%.

Nas variáveis que compõem o indicador, o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) recuou 12,6%, no interanual, e 4,4%, em relação ao mês anterior. Enquanto o Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) cresceu 3,5% no interanual, mas retraiu 1% em comparação ao mês anterior.

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De acordo com a federação, um conjunto de fatores explica o resultado. "O principal é a incerteza quanto ao ambiente econômico do País, que afeta diretamente as expectativas das famílias sobre as condições econômicas futuras", destaca.

A FecomercioSP aponta que, apesar de o emprego crescer no País, isso reflete a frustração dos paulistanos em relação às perspectivas econômicas devido ao aumento dos preços. Somado a isso, os juros mais altos também tornam o crédito mais caro, o que dificulta o consumo de bens, inclusive de bens duráveis. "O índice atual sugere uma desaceleração econômica que ainda não se concretizou totalmente", ressalta a federação.

Índice de Consumo das Famílias

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O Índice de Consumo das Famílias (ICF), da FecomercioSP, também apresentou recuo de 4,2%, na comparação interanual, uma vez que os consumidores estão mais cautelosos, sobretudo nos lares de menor renda.

As variáveis "perspectiva de consumo" e "perspectiva profissional" caíram, respectivamente, 17,9% e 12%, em relação a setembro de 2023. Na comparação mensal, as maiores quedas foram vistas em "perspectiva de consumo" (-5%) e "nível de consumo atual" (-4%). Com o aumento dos custos e a inflação ainda presente, as famílias estão menos confiantes em realizar compras futuras, especialmente de bens que não são essenciais. Também apresentaram quedas "acesso ao crédito" (-2,8%) e "momento para duráveis" (-1,2%).

Por faixa de renda, lares com menos de dez salários mínimos são os mais pessimistas, com quedas de 7,7%, no comparativo anual, e 1,2%, em relação a agosto. Por outro lado, as famílias com maior renda registraram altas de 5,6%, no interanual, e 0,2%, na margem.

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Apesar de o ICF apontar alta em "renda" (6,2%) e "emprego" (2,3%), isso não foi suficiente para elevar a confiança futura dos paulistanos, segundo a federação.

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