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Confiança do consumidor paulista cai 2% em fevereiro e entra em terreno pessimista, diz ACSP

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O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP) recuou 2% em fevereiro em relação a janeiro, atingindo 98 pontos, saindo do campo neutro (100 pontos) para o campo pessimista. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi ainda mais acentuada (8,4%). Os dados são do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), elaborados pela PiniOn.

A ACSP avalia que a queda da confiança tem relação com uma "percepção menos positiva da situação financeira das famílias, atrelada à deterioração das expectativas futuras em relação à renda e ao emprego".

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Na análise por classes econômicas, a classe C apresentou leve melhora na confiança, enquanto as classes A-B e D-E registraram queda. Com a redução da confiança do consumidor, o cenário resulta em menor intenção de compra de bens duráveis e itens de maior valor, como um imóvel, além de baixa disposição de investimentos futuros.

"Os sinais de desaquecimento da atividade econômica, que começam a se refletir na menor geração de empregos, além da aceleração da inflação em um contexto de elevado grau de endividamento das famílias e juros altos, podem ser as causas para a redução da confiança de consumidores paulistas", afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do IEGV/ACSP.

Cidade de São Paulo

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O Índice de Confiança do Consumidor da Cidade de São Paulo (ICCSP) registrou queda de 4,3% na passagem de janeiro para fevereiro, a 89 pontos. Na comparação interanual, o recuo foi de 8,2%. Com o resultado, o indicador permanece no campo pessimista.

No recorte socioeconômico paulistano, a classe D-E apresentou melhora nas expectativas, enquanto as classes C e A-B tiveram piora, também devido à deterioração das expectativas futuras de renda e emprego.

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