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Confiança do Comércio cai 2,4% em maio ante abril, na 2ª queda seguida, diz CNC

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Os comerciantes brasileiros ficaram menos otimistas em maio, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 2,4% em relação a abril, já descontadas as influências sazonais.

O resultado representa o segundo recuo consecutivo, decorrente de "uma escalada de incertezas que combinou instabilidade geopolítica externa e persistência inflacionária interna", avaliou a CNC.

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O índice ficou em 102,6 pontos, ainda na zona de satisfação, acima de 100 pontos. Na comparação com maio de 2025, o Icec diminuiu 1,8%.

Na passagem de abril para maio, o componente de avaliação das condições atuais caiu 1,7%, com quedas nos itens economia (-2,4%), empresa (-1,0%) e setor (-2,0%). O componente das expectativas encolheu 3,6%, com reduções nos quesitos economia (-5,1%), setor (-3,6%) e empresa (-2,4%). O componente das intenções de investimentos teve queda de 1,4%, com estabilidade no item investimentos na empresa (0,0%), mas recuos em contratação de funcionários (-2,4%) e estoques (-1,6%).

"No plano internacional, os desdobramentos do conflito armado entre Estados Unidos e Irã e o consequente bloqueio temporário do Estreito de Ormuz injetaram forte volatilidade no mercado de combustíveis", declarou o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em nota à imprensa. "É preciso regular as expectativas e proteger os setores produtivos deste impacto, também pensando nos possíveis desdobramentos deste cenário nos próximos meses."

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Quanto à confiança por setores varejistas, o resultado negativo foi mais acentuado entre os comerciantes de bens de consumo não duráveis (supermercados e farmácias), queda de 3,0% em maio ante abril. A confiança do setor de bens semiduráveis (roupas, calçados e acessórios) teve redução de 2,5%, enquanto a do segmento de bens não duráveis (eletrônicos e veículos) registrou um recuo de 1,5%.

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