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Confiança da Indústria cai 3,6 pontos em novembro, para 92,1 pontos, revela FGV

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 3,6 pontos em novembro, após queda de 3,8 pontos em outubro, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice atingiu 92,1 pontos, o pior resultado desde julho de 2020. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), também recuou: queda de 0,9 ponto porcentual, chegando a 79,8%.

O recuo do ICI em novembro aconteceu de forma disseminada entre as aberturas do indicador (14 dos 19 segmentos analisados apresentaram queda). O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 4,6 pontos, para 91,8 pontos, o menor patamar desde julho de 2020, período crítico de lockdown da pandemia brasileira.

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O resultado do ISA foi puxado por queda de 6,6 pontos do indicador que mede a percepção sobre a demanda no momento, para 91,5 pontos, o pior resultado desde julho de 2020 (91,0 pontos).

Houve ainda recuo de 4,9 pontos no indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios, para 89,7 pontos, o pior resultado desde o último mês de fevereiro. O nível de estoques também piorou 1,6 ponto, chegando a 104,8, resultado mais baixo desde julho de 2020 (109,8 pontos). Quando este indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos (ou acima do desejável).

O Índice de Expectativas (IE) caiu 2,4 pontos para 92,6 pontos, também o pior resultado desde julho de 2020. O recuo foi puxado pela queda de 4,5 pontos no indicador que mede a tendência dos negócios para os próximos seis meses, para 87,8 pontos - o critério está abaixo de 100 pontos desde setembro de 2021 (102,7 pontos).

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No horizonte de três meses, as perspectivas sobre emprego cederam pelo segundo mês consecutivo, caindo 2,5 pontos para 99,3 pontos. É a primeira vez que o indicador fica abaixo dos 100 pontos após sete meses consecutivos acima do nível neutro, o que sinaliza uma desaceleração das contratações nos próximos meses.

Já o indicador que mede as perspectivas sobre a produção prevista para os próximos três meses se manteve estável em 91,1 pontos pelo terceiro mês consecutivo.

"Há deterioração das percepções sobre a situação atual decorrente de uma piora da demanda e consequente aumento do nível de estoques, o maior desde o período de lockdown", afirma o economista do Ibre/FGV Stéfano Pacini.

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"Além disso, observa-se uma piora das expectativas para os próximos meses,possivelmente relacionada a uma desaceleração global prevista e um cenário econômico brasileiro de incertezas para o início do próximo ano", acrescenta.

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