Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Comunicado é hawkish, mas com contrapontos, avalia Fratelli, da Journey Capital

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O comunicado referente à reunião do Copom que manteve a Selic em 13,75% trouxe um diagnóstico mais hawkish do que o de setembro, mas faz contrapontos, avalia o economista da Journey Capital, Bruno Fratelli. Segundo ele, a tom mais duro do comunicado era esperado, mostrando uma postura cautelosa diante de um cenário desafiador para a política monetária.

Fratelli ressalta que o Copom chama a atenção para o ambiente externo mais adverso, com o conflito no Oriente Médio se prolongando e juros mais altos nas economias desenvolvidas. No Brasil, destaque para retomada da inflação acima do teto da meta, no índice cheio e nos núcleos, e as expectativas do Focus para 2026 e 2027 se afastando ainda mais da meta. O economista pontua a projeção do BC para o horizonte relevante, que subiu para 3,5%, movimento que o mercado já esperava.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Entre os contraponto, Fratelli cita a ênfase maior dada pelo BC à desaceleração da atividade, que já aparece também no emprego. Ele aponta ainda que o Copom tratou a Selic atual como bastante restritiva. "Para nós, isso indica uma pausa longa nos cortes e uma barra alta para qualquer alta de juros nas próximas reuniões", diz.

O cenário base da Journey Capital é de pausa longa da Selic em 13,75%, com maiores riscos para cima do que há um mês. "Uma alta da Selic pode se tornar necessária a depender de uma combinação menos favorável, com câmbio que siga depreciado ou se deprecie ainda mais e expectativas ainda mais desancoradas para os horizontes de 2027 e 2028, algo que ganha relevância a depender dos sinais do governo na área fiscal", afirma.

Para Fratelli, para o Copom retomar os cortes de juro seria necessária uma desaceleração bem mais forte da atividade, acompanhada de uma trajetória fiscal crível. "Por enquanto, o BC deve seguir esperando mais informações", encerra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV