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Com NY na sessão, Ibovespa segue em baixa, no menor nível desde 8 de abril

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Nesta quinta-feira, 23, alinhado ao sinal de Nova York, o Ibovespa emendou um segundo ajuste negativo, acumulando perda, até aqui, de 2,23% na semana em mais um dia de correção linear entre as principais blue chips, à exceção de Petrobras (ON 1,13%, PN +1,36%), como na quarta-feira, acompanhando ganho, na casa de 3%, para o Brent e o WTI. Os futuros da commodity registraram alta pela quarta sessão seguida.

Assim, desde a máxima histórica de fechamento, de 198,6 mil pontos na terça-feira, 14, o índice da B3 obteve apenas um leve ganho, de 0,20%, na última segunda-feira, 20. Em seis sessões, foram cinco perdas, considerando a desta quinta, de 0,78%, que o colocou aos 191.378,43 pontos. Foi o menor nível de fechamento para o Ibovespa desde 8 de abril, então na casa dos 188 mil pontos.

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O giro financeiro foi de R$ 24,9 bilhões nesta quinta-feira, com os dados mais recentes da B3 sinalizando retração, fluxo de saída, do investidor estrangeiro da Bolsa. No mês, o Ibovespa sobe 2,09%, colocando o ganho do ano a 18,78%. Nesta quinta, o índice da B3 oscilou dos 190.929,82 até os 193.346,63 pontos, saindo de abertura aos 192.889,13 pontos.

João Ferreira, sócio da One Investimentos, observa que, quando o índice parecia prestes a conquistar, pela primeira vez, a marca histórica dos 200 mil pontos na semana passada, então aos 199 mil no intradia no melhor momento, converge agora para a casa dos 190 mil, uma variação até aqui de 8 mil pontos em curto intervalo. "De forma estrutural, a situação permanece a mesma. O Brasil ainda se destaca por ser um dos emergentes que têm apresentado maior fluxo de entrada de capital estrangeiro - muito pela atratividade das alocações, em especial pelos múltiplos que até então estavam em patamares bem mais baixos, bem mais reduzidos", diz.

Ele acrescenta que, de forma geral, o País continua a se beneficiar do cenário de alta de commodities como o petróleo, com efeito direto para o setor de energia, importante para a Bolsa brasileira, bem como sobre os alimentos, item fundamental da pauta de exportações, além dos insumos. "Acaba sendo um atrativo adicional."

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Nesta quinta-feira, contudo, poucos dentre os papéis de primeira linha listados na B3 conseguiram escapar da correção. No setor financeiro, as perdas do dia ficaram entre 0,83% (Santander Unit) e 2,16% (Bradesco PN). Principal papel do Ibovespa, Vale ON caiu 1,43%. Na ponta ganhadora do índice, Hapvida (+5,14%), Azzas (+2,33%) e WEG (+1,86%). No lado oposto, C&A (-5,85%), Vamos (-5,68%) e Braskem (-5,01%).

Em Nova York, no fechamento, Dow Jones -0,36%, S&P 500 -0,41% e Nasdaq -0,89%.

Segundo Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, a correção na B3 se acentuou em linha com a deterioração observada em Nova York, a partir do meio do pregão, após declarações de autoridades em Israel dando a entender que o cessar-fogo estaria "por um fio". "As negociações não avançaram e os bombardeios podem ser retomados a qualquer momento", acrescenta.

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Desde o anúncio da terça-feira pela Casa Branca, de que o cessar-fogo foi prorrogado unilateralmente pelos EUA e sem prazo definido até que o Irã decida apresentar uma proposta de negociação sobre a mesa, fortaleceu-se a percepção de investidores e de especialistas em política internacional de que o conflito, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, tende a se alongar, sem que haja a desobstrução para a livre passagem, em segurança, de cargueiros como os de petróleo.

Entre os sinais nesse sentido, um vídeo divulgado na quarta pelo governo persa, em que satiriza a extensão do cessar-fogo, pela Casa Branca, sem contrapartida do Irã e sem prazo para negociações, sugere que a resiliência mostrada pelo regime após quase dois meses do início do confronto o faz não ter pressa para retomar o diálogo - com a arma econômica, do bloqueio da passagem de Ormuz, ainda produzindo grande estrago sobre o custo de energia e, por consequência, na economia global.

Agora no fim de tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que se não houver acordo com o Irã, resolverá a questão "militarmente". "Irã está sob pressão, não nós", reafirmou.

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