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Com impairment, Aeris tem prejuízo líquido de R$ 833,1 mi no 4º tri de 2024; alta de 1.204,7%

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A fabricante de pás eólicas Aeris Energy registrou prejuízo líquido de R$ 833,1 milhões no quarto trimestre de 2024, o que equivale a uma alta de 1.204,7% ante o prejuízo reportado no mesmo período de 2023, de R$ 63,9 milhões. No ano, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 934,1 milhões, cifra 776,5% maior que a registrada em 2023, de R$ 106,6 milhões.

O resultado trimestral foi impactado em R$ 751,0 milhões pela redução no valor recuperável de ativos (impairment, no jargão do mercado), que resulta da descontinuidade de três contratos com as empresas Siemens Gamesa, Nordex e WEG. Deste total, R$ 505,4 milhões referem-se a estoques, R$ 213,2 milhões a provisões para perdas, e outros R$ 32,3 milhões foram considerados intangíveis.

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Esta última cifra decorre do phase out de um projeto encerrado, que inicialmente previa a entrega de 1.168 pás. Foram entregues, porém, apenas 440. De acordo com o diretor Administrativo Financeiro e de Relações com Investidores da Aeris, José Azevedo, no entanto, esta frente segue em discussão. A descrição como impairment foi feita para "dar a devida transparência para o mercado", disse ao Broadcast Energia.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) de outubro a dezembro foi negativo em R$ 1,6 milhão, ante resultado positivo de R$ 34 milhões um ano antes. No ano de 2024, o indicador apresentou queda de 58% quando comparado a 2023, caindo de R$ 330,3 milhões para R$ 138,8 milhões.

A receita operacional líquida no último trimestre do ano passado foi de R$ 211,4 milhões, queda de 69,9% ante igual período de 2023, quando a linha foi de R$ 702,7 milhões. Em todo 2024, a receita líquida somou R$ 1,52 bilhão, redução de 46,5% em comparação aos R$ 2,83 bilhões registrados no ano retrasado.

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A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, fechou o último trimestre de 2024 em 8,6 vezes. Em igual período de 2023, era de 1,9 vez. Ainda segundo Azevedo, "esse aumento é reflexo da diminuição de caixa e um pouco da diminuição do Ebitda também".

Operacional

Impactado pela descontinuação de parte dos contratos, o mercado doméstico respondeu por 31,3% da receita no último trimestre de 2024. De julho a setembro, o porcentual era de 81,2%. Já as pás para exportação aumentaram sua participação para 31,8%, frente a 1,4% no trimestre imediatamente anterior. Os serviços também aumentaram a participação: de 15,7% no terceiro trimestre para 26% no quarto trimestre.

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Em relação às linhas de produção, o ano foi finalizado com um portfólio de sete linhas das quais cinco são maduras.

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