Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Com foco no fiscal, Ibovespa recua 1,02%, aos 135,7 mil, menor nível desde 9/6

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Entre fatores domésticos e externos, o Ibovespa voltou a oscilar em sentido negativo nesta quarta-feira, 25, após a modesta recuperação de 0,45% observada na terça-feira, quando havia interrompido uma série de quatro perdas diárias. Nesta quarta, o índice da B3 oscilou entre 135.564,69 e 137.162,54 pontos, na máxima que correspondeu ao nível de abertura. Ao fim, mostrava perda de 1,02%, aos 135.767,29 pontos, com giro a R$ 19,1 bilhões e no menor nível de fechamento desde 9 de junho. Na semana, o Ibovespa recua 0,98%, com perda no mês a 0,92% - no ano, ainda sobe 12,87%.

Após um intervalo em que prevaleceram fatores externos no direcionamento dos ativos brasileiros, o relativo arrefecimento da tensão geopolítica no Oriente Médio abriu espaço para que os investidores voltassem a ponderar, também, questões domésticas. Nesse contexto, não foi bem avaliada, no mercado, a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de incluir na pauta desta quarta projetos com impacto nas contas públicas e na tributação. Entre os textos estão o que derruba mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o que isenta de Imposto de Renda (IR) quem ganha até dois salários mínimos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Hoje, o mercado aqui no Brasil se voltou ao fiscal, de olho em votação na Câmara dos Deputados que pode derrubar o decreto do IOF", ressalta Alison Correia, analista da Dom Investimentos. Ele observa que, em Nova York, os principais índices de ações dos EUA têm voltado a convergir para suas máximas históricas, em recuperação sustentada desde que se superou o pior momento de desconfiança com relação à guerra tarifária lançada pelo presidente Donald Trump. "O mercado americano tem se recuperado bem", enfatiza o analista.

No exterior, contudo, o dia também não foi muito favorável ao apetite por risco, com foco voltado ao encontro dos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), cuja maioria assumiu o compromisso de aumentar gastos com defesa - um fator de pressão adicional sobre a situação fiscal, especialmente entre os países da Europa que integram a aliança de segurança, sob pressão desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, há mais de três anos. Em Nova York, os principais índices fecharam o dia com variações entre -0,25% (Dow Jones) e +0,31% (Nasdaq).

Para Drausio Giacomelli, estrategista-chefe para mercados emergentes do Deutsche Bank, com o aumento da dívida pública americana - que já supera 100% do PIB - e os desafios fiscais que pendem também sobre os Estados Unidos, investidores têm buscado alternativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, ele destaca que tal mudança pode abrir espaço para a realocação de capitais em direção a regiões como a própria Europa e alguns emergentes - mas países com fragilidade fiscal, como o Brasil, continuarão sendo evitados pelos investidores, acrescenta o estrategista. Nesse cenário, Giacomelli argumenta que os governos precisam estar preparados para um ambiente global mais exigente, no qual será necessário reforçar o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.

No noticiário corporativo, a Petrobras fechou captação de R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas, com demanda do mercado chegando a R$ 5,4 bilhões, o equivalente a 1,8 vez o livro de ordens, de acordo com fontes ouvidas pelos jornalistas Altamiro Silva Junior e Cynthia Decloedt, do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A operação, antecipada pela Coluna do Broadcast, foi precificada na noite da quarta, com a emissão em três séries, com prazos que chegam a 20 anos.

Na B3, Petrobras não conseguiu sustentar os leves ganhos observados mais cedo na sessão, favorecidos então pelo dia moderadamente positivo para o Brent e o WTI, que vêm de forte correção e nesta quarta registraram alguma recuperação, ainda que bastante moderada em direção aos fechamentos de Londres e Nova York, respectivamente. A ON da estatal fechou em baixa de 0,59% e a PN, de 0,51% - esta na mínima do dia, a R$ 31,21. A sessão também foi negativa para Vale ON (-0,12%), a principal ação da carteira Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o envolvimento direto dos Estados Unidos no ataque do último sábado a instalações associadas ao programa nuclear do Irã, os preços do petróleo tiveram queda aguda por dois dias seguidos - na segunda e terça-feira - refletindo a expectativa de redução do risco geopolítico corroborada, na noite de segunda-feira, pelo anúncio de trégua entre Israel e Irã anunciada pelo presidente americano, Donald Trump. Mesmo com acusações mútuas de violação do acordo de cessar-fogo, a queda do petróleo nessas sessões sinalizou uma "reavaliação do mercado, indicando que o temor de uma disrupção severa (na oferta) diminuiu", aponta Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad.

Dessa forma, a recuperação da commodity após dois dias de retração pode ser vista como um ajuste técnico, tendo em vista que a referência global (Brent), desde a terça, permanece abaixo da linha psicológica de US$ 70 por barril. Para Noah Barrett, analista de pesquisa de Energia na Janus Henderson, apesar da trégua desta semana no conflito no Oriente Médio, é cedo para dizer que o risco geopolítico tenha sido superado.

Ainda assim, se não houver disrupção na oferta ou no fluxo de petróleo da região, o analista da Janus Henderson avalia que a commodity poderá permanecer na faixa de US$ 60 a US$ 70 por barril, na medida em que a perspectiva para o segundo semestre é de aumento da oferta já sinalizado pela Opep+, grupo dos maiores produtores liderado pela Arábia Saudita - um movimento iniciado ainda no último mês de abril, após alguns anos durante os quais a produção do cartel vinha sendo contida, destaca Barrett em nota.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na B3, entre os grandes bancos, as perdas desta quarta-feira chegaram a 1,80%, no fechamento, para Itaú PN, a principal ação do segmento. Na ponta negativa do Ibovespa, Hapvida (-5,52%), CSN (-4,98%) e Brava (-4,76%). No lado oposto, Vamos (+3,48%), RD Saúde (+3,26%), Raízen (+1,83%) e Minerva (+1,48%).

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV