Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Com dívidas de mais de US$ 40 bi, Argentina fecha acordo com o FMI

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Argentina fechou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a dívida de mais de US$ 40 bilhões que o país tem com a entidade. Na manhã desta sexta-feira, 28, o presidente Alberto Fernández divulgou as informações iniciais, e no começo da tarde o órgão confirmou a decisão.

"O caminho fiscal combinado melhoraria de maneira gradual e sustentada as finanças públicas e reduziria o financiamento monetário", disse a entidade. O FMI destacou que o acordo permitirá elevar o gasto em infraestrutura e ciência e tecnologia, além de proteger "programas sociais focalizados".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Tínhamos um problema e agora temos a solução com o acordo", disse em comunicado o presidente da Argentina no Twitter. "Com esse acordo, podemos construir um futuro. Em comparação com acordos anteriores que a Argentina firmou, esse acordo não contempla restrições que atrasam o desenvolvimento. Não restringe, não limita e não condiciona os direitos recuperados em 2020", disse.

Sem cortes

Além disso, segundo Fernández, o acerto com o FMI não obriga o país a fazer uma reforma trabalhista nem a chegar a um déficit zero. "Não haverá queda de gastos reais, e haverá um aumento de investimentos em obras públicas", afirmou. O presidente disse que o acordo será submetido ao Congresso para aprovação. O FMI e a Argentina ainda concordaram que uma estratégia para reduzir os subsídios à energia de maneira progressiva "será fundamental para melhorar a composição do gasto público".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Polícia monetária

Há ainda acordo sobre a implementação da política monetária "como parte de um enfoque múltiplo para enfrentar a elevada e persistente inflação". O marco tem como objetivo assegurar taxas de juros reais positivas para respaldar o financiamento interno e fortalecer a estabilidade, diz o texto.

O comunicado diz que também há acordo sobre o fato de que "o apoio financeiro adicional dos sócios internacionais da Argentina ajudaria a reforçar a resiliência externa do país e seus esforços para assegurar um crescimento mais inclusivo e sustentável".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pessoal técnico do Fundo e as autoridades argentinas continuarão seu trabalho nas próximas semanas, para chegar a um acordo em nível de pessoal técnico. O acordo final estará sujeito à aprovação do diretório executivo do FMI, lembra a nota.

'Alívio'

A Capital Economics considerou que o anúncio "dará algum alívio aos detentores de bônus internacionais no curto prazo". Segundo a consultoria, porém, esse é "apenas o começo de uma longa jornada para reparar os desequilíbrios macroeconômicos e ainda há muito que pode dar errado nos próximos anos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A consultoria disse, em relatório a clientes, que esse é o 22.° acordo entre o país e o Fundo. "A notícia deste novo acordo provavelmente dará algum alívio aos bônus soberanos em dólares da Argentina, bastante atingidos" recentemente, informou a consultoria.

Política fiscal 'moderadamente expansiva'

O ministro da Economia argentino, Martín Guzmán, afirmou que o acordo fechado com o FMI permitirá ao país ter uma política fiscal "moderadamente expansiva". Em entrevista coletiva, ele disse que a iniciativa fará a Argentina "financiar a dívida, sem solapar a recuperação" econômica nem a geração de empregos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guzmán qualificou as negociações com o FMI como "realmente duríssimas", diante da "magnitude do dano infligido à Argentina" pelo acordo anterior com o Fundo, fechado em 2018 pelo então presidente Mauricio Macri. Segundo o ministro, aceitar as demandas do acordo anterior "solaparia a chance de seguir no caminho do crescimento".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV