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Collins, do Fed, avalia que tarifas criam 'compensações difíceis' para política de juros

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A alta da inflação decorrente do aumento de tarifas pode desacelerar a economia, criando um "ambiente desafiador" para o Federal Reserve (Fed), que pode esperar sinais mais claros de fraqueza antes de cortar juros, disse a presidente do Fed de Boston, Susan Collins.

"Há um reconhecimento claro de que podemos entrar em um período de compensações difíceis", afirmou. Sua principal preocupação é evitar que o choque de custos leve o público a crer que a inflação alta veio para ficar. "Esse seria um ambiente preocupante", justificando adiar cortes de juros.

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"É apropriado termos um critério alto para agir preventivamente", disse Collins, citando riscos de desancoragem das expectativas inflacionárias. Ela espera inflação acima de 3% este ano, já que tarifas estão mais altas e amplas do que o previsto, com empresas repassando custos aos consumidores.

Collins, com direito a voto no Fed, reconheceu que os criadores de política não podem "descartar uma desaceleração mais acentuada", com preços altos reduzindo demanda e aumentando o desemprego. Apesar de não ser seu cenário-base, ela afirmou que, nesse caso, a queda da demanda poderia aliviar a inflação. "Certamente responderíamos a isso."

Ela também destacou a recente fraqueza do dólar, incomum em meio a tarifas, que normalmente valorizam a moeda. Isso pode refletir expectativas de crescimento mais fraco. Sobre os impactos da política comercial de Donald Trump nos fluxos de capital, Collins disse que é cedo para avaliar. Investidores têm reduzido exposição aos Treasuries de longo prazo, um movimento atípico.

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"É muito cedo para entender como essa demanda está mudando, e se houver queda na procura por Treasuries, para onde esse capital irá", concluiu.

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