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Codelco cita exigência de recalcular incentivo variável associado à superestimação de produção

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A estatal chilena Codelco, maior mineradora de cobre do mundo, informou que os incentivos variáveis associados a indicadores de produção reportados incorretamente precisarão ser recalculados. O conselho de administração instruiu a gestão a implementar os mecanismos de recuperação adequados, em conformidade com a legislação vigente, disse a mineradora em comunicado divulgado na semana passada.

Uma auditoria concluiu que houve desvios na aplicação das normas internas relacionadas ao reconhecimento da produção, especificamente em 20.000 toneladas métricas finas (tmf) contidos em óxidos da divisão Chuquicamata e 6.875 tmf contidos em arsenito de cálcio da divisão Ministro Hales, equivalentes a aproximadamente 2% da produção própria da Codelco relatada para o ano fiscal de 2025.

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A investigação determinou que esses materiais necessitavam de processamento adicional, não atendiam integralmente às condições estipuladas pelas normas internas para serem considerados produtos acabados e deveriam ter permanecido registrados como produtos em processo. Isso desencadeou descumprimento de normas, uso indevido de exceções e deficiências nas aprovações obrigatórias, bem como impactos no cálculo das metas e incentivos corporativos.

A análise, contudo, não identificou quaisquer efeitos negativos que exijam a modificação das demonstrações financeiras auditadas da empresa em 31 de dezembro de 2025, segundo a mineradora. A auditoria interna também estabeleceu responsabilidades individuais em relação a um grupo de sete executivos e um ex-executivo, da Sede e das divisões de Chuquicamata e Ministro Hales, segundo a companhia.

"A Codelco está fora de controle", declarou o ministro de Minas e Economia do Chile, Daniel Mas, em uma publicação no X. "No governo do @PresidenteKast temos o dever de recuperar a transparência e dizer a verdade aos chilenos. Esse é o mandato para os novos diretores", afirmou Mas na semana passada.

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