Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

CMN fixa meta de inflação em 3,00% para 2025, com margem de 1,5 pp

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Mesmo com o estouro da meta de inflação por três anos consecutivos no radar, o Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a estratégia de redução do alvo a ser perseguido pelo Banco Central, em decisão nesta quinta-feira, 23. O CMN estabeleceu a meta de inflação de 2025 em 3,00%, a mesma já adotada para 2024. Para este ano, o alvo central é de 3,50% e, no próximo, de 3,25%, sem modificações pelo CMN.

A meta de inflação é o norte do Banco Central em suas decisões sobre o rumo dos juros no País. Há ainda uma margem tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos em todos os anos em relação aos resultados do IPCA - índice oficial de inflação. No caso de 2024 e 2025, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%. Já para o ano que vem, o piso é de 1,75% e o teto, de 4,75%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Após o BC descumprir seu mandato principal em 2021, as estimativas do mercado financeiro indicam grandes chances do rompimento da meta se repetir neste e no próximo ano, em um cenário de inflação alta, persistente e disseminada por diversos produtos e serviços.

Conforme as projeções do Boletim Focus informadas no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, as medianas estão em torno de 8,5% para 2022 (muito acima do teto de 5,0%) e de 4,7% para 2023. O BC, por sua vez, projeta 8,8% e 4,0%, respectivamente.

Com esse contexto inflacionário difícil, os questionamentos sobre a capacidade de o Brasil alcançar uma meta de inflação mais baixa, alinhada a pares internacionais, têm aumentado. Mas, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, esta semana, a maioria dos economistas do mercado financeiro esperava a manutenção do processo iniciado em 2017.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A avaliação é de que mudar as regras no meio do "furacão" tende a gerar mais prejuízos à credibilidade do BC e, consequentemente, ao objetivo de controle da inflação.

Hoje, questionado sobre discussões acerca de modificar as metas, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que isso não aumenta a credibilidade do Banco Central. "Modificar meta muito longa que está perto de ser cumprida não ganha credibilidade", afirmou. "Entendo o debate, mas é decisão do CMN. Vamos seguir estratégia com meta que é dada."

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, o BC indicou buscar um resultado para a inflação do ano que vem mais próxima do centro da meta (3,25%) e abaixo de sua projeção atual (4,00%). Hoje, em coletiva, Campos Neto afirmou que o colegiado entende que a estratégia de manter a Selic mais alta por mais tempo é suficiente para essa convergência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a próxima reunião, em agosto, o BC já indicou novo aumento de juros, atualmente em 13,25%, igual (0,50pp) ou menor do que o de junho. A autoridade monetária também sinalizou que a estratégia envolve Selic no fim de 2023 acima da premissa do cenário de referência (10%).

Histórico

Em 2017, durante o governo Michel Temer e após a criação do teto de gastos, o CMN passou a definir a meta de inflação para três anos à frente e iniciou um processo de redução gradual, de 0,25 pp ao ano, com destino ao objetivo de 3,00%. Na época, o alvo de 4,5% estava em vigor desde 2005 e foi mantida para 2017 e 2018. O sistema de metas foi criado em 1999.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CMN é formado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV