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CME: Mercado posterga para setembro de 2027 mês mais provável para corte do Fed

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O mercado segue adiando as expectativas de retomada do corte da taxa de juros pelo Federal Reserve e chega até a embutir uma probabilidade, ainda que remota, de aperto monetário diante das declarações do presidente Jerome Powell, que reconheceu ontem preocupações com a inflação em meio à aceleração dos preços do petróleo com o conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã.

Por volta das 13h36 (de Brasília), setembro de 2027 era o mês mais provável para alívio monetário pelo Federal Reserve, com 78,8% de chance de flexibilização, ante 19,8% de manutenção, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

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As postergações são intensas. Mais cedo, o mercado trabalhava com a ideia de que março de 2027 poderia ser o ponto de reinício do alívio. Há pouco, contudo, o mercado atribuía 76% de chance em manutenção em março e uma chance de apenas 15,8% de alívio de 0,25 ponto porcentual.

A probabilidade de o Fed manter a taxa inalterada em abril de 2027 era de 74,5%, em junho de 2027, de 59,3% e em julho de 2027, de 51%.

A calibragem das apostas ocorre após Powell ter afirmado, no fim da tarde desta quarta-feira, que se ele não observar progresso na inflação, o mercado financeiro não verá corte na taxa de juros. A projeção do banqueiro é de que houve progresso na inflação, mas não tanto quanto o desejado.

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O encontro do Fed inclusive discutiu a possibilidade de aperto monetário e as apostas sobre esse desdobramento aparecem embutidas na CME.

A hipótese de um aperto em setembro de 2026 era de 9%, mesmo nível que se repetia em relação a outubro desde ano. Até ontem, essa expectativa era nula para ambos os meses.

Há pouco, o petróleo WTI para maio subia 1,72%, a US$ 97,10 o barril, na Nymex, enquanto o Brent de mesmo vencimento avançava 2,8%, a US$ 110,36, na ICE.

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