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Ciro Nogueira defende que gastos extras de PEC tenham validade de apenas 1 ano

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Enquanto a equipe de transição do presidente eleito da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negocia uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tirar o Auxílio Brasil - que voltará a se chamar Bolsa Família - do teto de gastos por quatro anos ou até mesmo indefinidamente, o atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), divulgou nota nesta segunda-feira, 14, defendendo que a medida avaliada pelo novo governo valha no máximo por um ano.

O ministro de Jair Bolsonaro, que no domingo já havia manifestado apoio à PEC para viabilizar o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família, considera "correto e republicano" que o Congresso garanta a qualquer governo que programas sociais e o salário mínimo sejam fortalecidos, mas argumenta que as políticas para além de 2023 devem ser discutidas na próxima legislatura, já com os parlamentares eleitos neste ano.

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Ciro Nogueira também argumenta que a exceção às regras fiscais deve valer "exclusivamente apenas o necessário".

"Desordem fiscal é sinônimo de inflação, perda de poder de compra, desemprego, recessão. Não podemos dar com uma mão e tomar com a outra. Somente a estabilidade da economia pode ser a âncora de políticas sociais eficazes", alega o ministro. "A questão de estender para quatro anos a atribuição do Congresso que termina não é só a usurpação de poder do Congresso que ainda nem começou. É a falta de critério democrático", acrescenta.

Para Ciro Nogueira, passar uma PEC que valha apenas para 2023 seria "mais prudente, transparente e republicano", além de ser o "caminho mais democrático e legítimo".

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"A partir daí, que o novo governo dialogue com o Congresso eleito e com a sociedade, com base em todas as premissas claras de sua plataforma de gestão e seu programa econômico, como conduzir o País nos próximos quatro anos", diz o ministro.

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