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Choque nos preços de energia evidencia dependência da Ásia a petróleo e gás importados, diz FMI

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A Ásia iniciou 2026 em base sólida, com crescimento resiliente, apesar do impacto das tarifas dos Estados Unidos. No entanto, o choque nos preços de energia provocado pela guerra no Oriente Médio deve prejudicar a região, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição afirma que o aumento dos preços de energia está pressionando a inflação, enfraquecendo os balanços externos dos países e reduzindo as opções de política econômica, o que evidencia a dependência asiática de petróleo e gás importados.

"Esses países dependem de usinas termelétricas a gás e de importações de gás natural liquefeito (GNL). Em muitas dessas economias, a dependência de importações reflete a capacidade doméstica limitada, a maior intensidade da indústria de transformação e uma estrutura produtiva baseada em petróleo e gás", explica o fundo em seu blog.

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O FMI destaca que a Ásia consome 38% do petróleo e 24% do gás natural do mundo e concentra 35% da capacidade global de refino, sobretudo na China, Índia, Coreia e Singapura.

O diretor para Ásia e Pacífico do FMI, Krishna Srinivasan, disse haver incerteza sobre a duração do choque nos preços de energia, o que deixa a região exposta por causa da elevada intensidade no uso de combustíveis fósseis e da dependência de áreas de conflito para insumos e commodities essenciais.

"Isso é especialmente relevante em partes do Sul e do Sudeste da Ásia e em países insulares do Pacífico. O Sri Lanka, por exemplo, depende de petróleo importado, além de remessas e do turismo provenientes do Golfo. Em algumas economias dependentes da agricultura, Nepal e Myanmar, o aumento do custo dos fertilizantes pode reduzir a renda e elevar os preços dos alimentos", explica Srinivasan em seu discurso de apresentação na esteira dos eventos de Primavera do FMI, em Washington.

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Em relação à política monetária, Srinivasan disse que as expectativas de inflação seguem, em geral, ancoradas, mas os BCs devem manter agilidade, uma vez que um choque prolongado pode enfraquecer moedas e elevar a inflação. "No Japão, por exemplo, a inflação deve subir de abaixo para acima da meta; o Banco Central pode ignorar o primeiro impacto do choque de energia e continuar retirando o estímulo monetário", diz.

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