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Ceron: Não dá para comparar preço do barril há um tempo, no começo da Guerra no Irã, e agora

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse que há uma crise do refino do diesel que tem efeito no preço e que se sobrepõe ao aumento do preço do petróleo bruto. Em coletiva de imprensa sobre as novas medidas para atenuar a alta dos preços dos combustíveis no Brasil, a equipe econômica foi questionada sobre o aumento de cerca de 11% do preço do barril do petróleo desde a última decisão do governo federal até esta quarta-feira, 9, enquanto o aumento do subsídio anunciado hoje foi de cerca de 40%.

"Não é uma mera comparação entre o preço do barril do petróleo há algum tempo atrás e agora. Nós temos uma outra crise sobreposta que é a crise do refino, então isso precisa ser levado em consideração, não é o mesmo cenário", argumentou o número dois da Fazenda. "Todo o mercado e o ecossistema influenciados pela guerra no Irã estão tendo um problema com as refinarias muito graves, de paralisação, de ataques a essas refinarias e paralisações que estão impactando a oferta mundial", prosseguiu.

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Um decreto assinado hoje pelo presidente da República reduziu o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro, mantendo uma tributação de R$ 0,16 ao combustível. "A gente poderia ter zerado se o intuito fosse outro, se não buscar fazer esse equilíbrio que está acontecendo com essa crise no refino do diesel", continuou. "O mercado de refino está com um problema também grave e a gente precisa olhar para isso e dar o suporte para evitar que esse choque todo seja transmitido para toda a sociedade."

Ele prosseguiu dizendo que há um período "muito crítico" para o diesel, para a safra, para a produção e para o próprio abastecimento no Brasil. "É um período muito crítico, muito importante para se zelar, para garantir o abastecimento interno e a garantir esse abastecimento com preços minimamente razoáveis", argumentou.

"É fácil de defender isso à luz do sol. Está acontecendo isso uma crise no mercado mundial e a gente precisa reagir a isso e não ser refém nem impactar a produção, toda a logística de cargas por conta de uma crise que não é nossa", finalizou.

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