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Ceron: Instituições financeiras darão contrapartida de 0,5% em operação com garantia do Tesouro

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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que as instituições financeiras que realizam operações com garantia da União terão que aplicar um montante correspondente a 0,5% dos valores contratados em projetos de apoio a Estados e municípios, a fundo perdido. A portaria com o regramento deve ser publicada até esta quinta-feira, 27, no Diário oficial da União (DOU).

Segundo Ceron, os recursos terão de ser aplicados na estruturação de concessões ou PPPs de entes subnacionais, em capacitação de servidores em gestão fiscal e em ações de apoio à melhoria da gestão fiscal de Estados e municípios. A medida já foi conversada previamente com as instituições financeiras.

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Na avaliação do secretário, era preciso cobrar uma contrapartida do setor bancário, uma vez que as instituições financeiras têm risco zero ao emprestar com aval do Tesouro. De acordo com ele, a ação tem potencial de gerar R$ 500 milhões em contrapartidas das instituições até 2026, além viabilizar a estruturação de mais de 150 projetos de PPPs e concessões, também até essa data.

"Tem grande segurança financeira, tem risco zero. Estamos introduzindo contrapartida, já discutida com instituições financeiras. Eles vão se comprometer com contrapartida de 0,5% do valor de todas as operações com aval da União, somadas de um determinado exercício, e tirar esses 0,5% de sua própria margem", disse o secretário do Tesouro. Segundo ele, os recursos não precisam ser aplicados necessariamente nos entes que contrataram operações de crédito. A portaria irá detalhar as regras e a distribuição de recursos pelo País. "Vai para todos, e vai ter regras para que a aplicação de recursos seja capilarizada", disse.

"Estados e cidades de menor porte precisam de investimentos em capacitação de servidores. Vai viabilizar muito treinamento, capacitação. Na estruturação de projetos, elas vão poder contratar consultores para Estado ou município, e financiar a estruturação desses projetos", disse Ceron. De acordo com ele, no caso da estruturação de projetos à iniciativa privada, os recursos usados seriam revertidos futuramente por quem ganhar o leilão. Contudo, o dinheiro precisará ser reaplicado pela instituição financeira.

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