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CEOs devem atuar como maestros na era da IA, diz Neil Redding

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Neil Redding, conhecido como o futurista do agora, se dedica a estudar tendências tecnológicas que vão impactar as empresas e a sociedade nos próximos meses. Durante sua apresentação no São Paulo Innovation Week (SPIW), maior festival global de tecnologia e inovação, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, Redding disse que a inteligência artificial (IA) deve mudar o trabalho das lideranças nas companhias devido à alta velocidade de execução de tarefas da tecnologia.

Redding alerta sobre o fenômeno chamado "clock drift" (deriva do relógio, em tradução livre), no qual a burocracia organizacional impede que empresas acompanhem a velocidade da IA.

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Nesse cenário, ele argumenta que a liderança moderna deve focar menos no controle e mais na orquestração da colaboração entre humanos e sistemas inteligentes. Para o futurista, a evolução da IA de uma ferramenta para uma participante nos negócios exige que líderes utilizem a capacidade de raciocínio das máquinas para cocriar desfechos em vez de apenas delegar tarefas isoladas.

"A IA pode tornar a execução barata e rápida. Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido. É um tipo de liderança completamente diferente", afirma Redding.

Na era da IA, o futurista diz que os trabalhadores em todo o mundo estão deixando de ser executores de tarefas e se tornando decisores. Por isso, a forma de liderar deve funcionar como um maestro regendo uma orquestra.

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"A orquestração é como liderar todo o sistema. Há um motivo para esse termo vir da música. Cada músico sabe o que deve tocar e o maestro indica o que fazer conforme as condições mudam. Isso é orquestração. É uma frequente afinação do sistema diante das mudanças", afirma.

Ou seja, para ele, liderar uma empresa agora consiste em um ciclo contínuo de monitorar capacidades em evolução, avaliar resultados, realocar responsabilidades entre humanos e agentes, e ajustar os padrões de interação.

Redding lembra que a velocidade das mudanças não é o ponto principal que ameaça o futuro das empresas, mas uma questão de visão. "O risco real não é agir lentamente. É otimizar o modelo de negócio para um futuro em que ele não é mais necessário. A verdadeira oportunidade reside na exploração e na evolução contínua de um modelo de negócios, para além do seu estado atual, de forma a atender às necessidades futuras à medida que estas surgem", diz o futurista.

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O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, entre esta quarta-feira, 13, e sexta, 15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

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