Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

CBIC reduz projeção de crescimento do PIB da construção em 2023 de 2,5% para 1,5%

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção de 2,5% para 1,5% neste ano, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 31. A taxa de juros alta por um período prolongado e a demora nos ajustes do Minha Casa Minha Vida (MCMV) são os principais motivos para o corte da projeção, segundo a CBIC.

Se a previsão se confirmar, isso representará uma desaceleração importante no PIB da construção em 2023 na comparação com 2022, quando o nível de atividade do setor da construção subiu 6,9%. O dado também indica que o PIB da construção deve ter um resultado inferior ao PIB da economia brasileira como um todo, cuja projeção de crescimento para 2023 está em 2,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em junho, o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) já havia cortado a sua projeção para o PIB da Construção em 2023 de 2,5% para apenas 1%, conforme antecipou o Broadcast na ocasião.

Segundo a CBIC, o corte nas projeções foi motivado por um conjunto de fatores, sendo o principal deles a taxa de juros elevados por um longo período. "A taxa de juros elevada é o principal desafio para a Construção sustentar o seu ciclo de crescimento", afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos. Desde o ano passado, a taxa de juros elevada é apontada como o maior ponto de preocupação por empresários da construção consultados na sondagem oficial da CBIC.

Além disso, a CBIC viu uma demora no anúncio das novas condições do Minha Casa, Minha Vida, que eram esperadas para o começo do ano, mas só foram confirmadas em junho. Os ajustes abrangeram a redução dos juros dentro do programa habitacional, aumento dos subsídios e elevação do teto de preços praticados - medidas que foram muito bem recebida pelo setor. Com a demora, porém, muitos projetos imobiliários foram adiados ou suspensos, devido à falta de viabilidade financeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O nível de atividade da construção nos últimos meses já vinha em queda. O PIB da construção registrou caiu 0,6% no quarto trimestre de 2022 e teve baixa de 0,8% no primeiro trimestre de 2023.

Apesar da redução da projeção de crescimento, a expectativa para o setor

permanece positiva, segundo a CBIC. A visão é que as novas condições do MCMV deem maior dinamismo aos lançamentos de projetos econômicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço acaba de aumentar em 42% o orçamento para o financiamento habitacional neste ano, passando de R$ 68,1 bilhões para R$ 96,9 bilhões. O acréscimo de R$ 28,8 bilhões será voltado para o reforço do MCMV e para a linha de crédito Pró-Cotista. "Isso é muito importante para o mercado, porque proporciona confiança para os lançamentos, sinalizando que não vai faltar recurso", disse Vasconcelos.

A CBIC disse contar com a perspectiva de que o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) seja anunciado em agosto pelo governo federal, contribuindo para dar vazão às obras de infraestrutura.

No caso dos juros, é espero que o ciclo de redução da taxa de juros comece já neste mês de agosto, com a reunião do Comitê de Política Monetária desta semana. A visão é o início dos cortes de juros ajude a conter a fuga de recursos da caderneta de poupança e contribuir para a redução das taxas de juros do financiamento imobiliário ao longo dos meses seguintes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cenário macroeconômico também tem outros fatores positivos, apontou a CBIC. Exemplo disso é que o FMI aumentou a projeção de crescimento do PIB Brasil de 0,9% para 2,1%. Outra notícia positiva foi a elevação da nota de crédito do Brasil por duas agências de classificação de risco - a Fitch em julho, e Standard & Poors, em junho.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV