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Cautela pós-Fed e com acordo EUA-China limita alta do Ibovespa por minério e Vale

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Após três fechamentos recordes, o Ibovespa abriu em queda nesta quinta-feira, 30, mas passou a testar alta perto das 11 horas. Em Nova York, as bolsas caem. Além da cautela depois da decisão da quarta-feira do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), investidores repercutem o acordo comercial sino-americano, que pouco anima. No Japão e na zona do euro, os juros foram mantidos no nível atual. Ainda ficam no foco os balanços de algumas big techs nos Estados Unidos, decisão sobre juros na zona do euro e o resultado dentro do previsto do Bradesco, além do Caged.

Ontem, o Fed sinalizou possível pausa no ciclo de cortes de juros em dezembro, após realizar um segundo corte seguido de 25 PB dos juros dos Fed Funds, à faixa de 3,75% a 4,0% ao ano.

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"Há incerteza sobre como se dará a trégua comercial sino-americana. E pode ser que o Fed não corte juros em dezembro", diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, ao justificar o movimento negativo nos ativos brasileiros, bem como no exterior.

Entre os balanços, o Bradesco informou ontem após o fechamento da B3, lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, aumento de 18,8% em 12 meses e de 2,3% frente ao segundo trimestre. Porém, houve salto de dois dígitos das despesas com provisões (PDD). As ações do banco caem perto de 4%.

Outro ponto de atenção é o sinal de alívio na inflação e a expectativa de aceleração no Caged de setembro. O dado de emprego será informado às 14h30. Já o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) caiu 0,36% em outubro, após subir 0,42% em setembro, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda foi mais intensa do que a mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de recuo de 0,23%.

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Quanto ao acordo entre China e EUA, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que reduzirá as tarifas de importação sobre produtos chineses de 57% para 47%, após se reunir com o líder da China, Xi Jinping.

Além do Bradesco, a Ambev divulgou balanço ontem. A gigante de bebidas lucrou 36,4% mais no comparativo anual e o desempenho, segundo a companhia, foi impulsionado por uma gestão disciplinada de custos e despesas e por uma alocação eficiente de recursos. As ações da Ambev subiam 4,32% às 10h47.

Já Vale e Gerdau informam seus resultados financeiros após o fechamento da B3. A mineradora Vale deve registrar lucro líquido de US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre. O valor é a média de quatro casas consultadas pelo Prévias Broadcast e, se confirmado, representará uma queda de 0,9% na comparação com o mesmo período ano passado. Vale avançava 0,25%, em meio ao avanço de 0,38% do minério de ferro em Dalian. Para a Gerdau, espera-se lucro líquido de cerca de R$ 1 bilhão, o que significaria uma alta de 18,6% ante o mesmo período do ano passado. Gerdau cedia 0,94%.

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Ontem, o Ibovespa teve recorde de fechamento, aos 148.632,93 pontos, com alta de 0,82%, pelo terceiro pregão seguido. No horário citado acima, o Índice Bovespa subia 0,10%, aos 148.807,63 pontos, na máxima, após mínima em 147.546,46 pontos (-0,73%), vindo de abertura em 148.631,68 pontos (-0,01%). Petrobras recuava 0,10% (PN) e -0,28% (ON), enquanto o petróleo cedia 0,8%

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