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Cautela fiscal e petróleo derrubam Ibovespa para os 141 mil pontos, apesar de alta em NY

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A cautela fiscal no Brasil e o viés de baixa do petróleo impedem nesta terça-feira, 7, o Ibovespa de subir alinhado ao tom positivo da maioria dos índices das Bolsas em Nova York. Os investidores mantêm cautela devido ao shutdown nos Estados Unidos. O Senado dos EUA rejeitou, em nova votação, a proposta orçamentária que encerraria a paralisação do governo do país, em votação encerrada na noite de segunda-feira. Assim, divulgações de indicadores oficiais estão suspensas.

Segundo Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, um dos grandes motivos para a queda do principal indicador da B3 é a expectativa por conta da possível aprovação da MP 1.303. "Isso porque pode ter impacto, desde olhando apenas os investidores, pessoas físicas que vão passar a receber menos. Passa-se a taxar muitos ativos que até então não eram taxados", explica.

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As incertezas envolvendo a votação da medida provisória (MP) 1.303/2025, com alternativas à alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que caduca na quarta-feira, elevam as preocupações com o fiscal. Pela manhã a comissão mista adiou das 9 horas para as 15h30 a votação da MP, o que agrava o sinal de alerta para o governo em relação às contas públicas.

"O Ibovespa vai na contramão de Nova York. O debate fiscal em Brasília segue em alta. A MP 1.303 é uma alternativa a um puxadinho que tenta fechar a conta, mas há distorções que podem gerar um problemão lá na frente. Não há abordagem para tratar o problema de forma estrutural", avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Após a alteração do horário, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da MP, disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pediu para adiar a votação para debater com líderes. Conforme ele, a tributação das fintechs está mantida como no texto da medida provisória original. Já o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o governo está tentando construir composição da MP que atenda a todos. Ele reforçou que o governo tem de cumprir o arcabouço fiscal.

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O texto da MP enviado pelo governo em junho sofreu diversas desidratações, como o recuo na taxação de debêntures incentivadas e de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e do setor imobiliário (LCIs).

A preocupação fiscal se sobrepõe ao avanço nas conversas comerciais, após ontem os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos EUA, conversaram por 30 minutos, dando início a um processo de negociação após a escalada de tensões entre os dois países.

Depois da conversa, o governo norte-americano vai discutir internamente sobre o Brasil e, em seguida, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vai contatar as autoridades brasileiras responsáveis pelas negociações. O governo brasileiro designou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Serviços e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin; o chanceler Mauro Vieira; e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad para negociar o tarifaço imposto ao Brasil.

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No mercado, ainda pesa certa desconfiança em relação à implementação de medidas vistas como populistas especuladas recentemente, como a isenção nas tarifas de ônibus, Hoje, Haddad disse que o governo está fazendo um mapeamento do sistema de transporte público do País para poder identificar o que é possível fazer sobre o tema.

Sem parâmetro do minério de ferro em Dalian, na China, onde é feriado, as ações do setor metálico são penalizadas, pontua Spiess, da Empiricus.

Ontem, Índice Bovespa fechou em baixa de 0,45%, aos 144.060 pontos.

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Às 11h12 desta terça, de 83 ações, oito subiam, sendo a maior elevação 1,53% (Pão de Açúcar). O Ibovespa, por sua vez, caía 1,30%, aos 141.737,12 pontos, na mínima, após abertura na máxima aos 143.606,01 pontos, com variação zero. Vale perdia 0,44% e Petrobras, entre 0,85% (PN) e 1,31% (ON). Entre os grandes bancos, a queda mais intensa era 1,85% (Bradesco ON) e a menos expressiva, -1,03% (BB).

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