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Cautela externa pesa no Ibovespa, apesar de alta do petróleo

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A desvalorização dos índices de ações no exterior, em meio a renovadas preocupações com o conflito no Oriente Médio, impede o Ibovespa de subir em reflexo ao petróleo, em dia de agenda esvaziada de indicadores no Brasil. As ações do setor de óleo avançam na B3, com Petrobrás entre as maiores elevações da carteira teórica.

A questão geopolítica continua no foco, mas alguns indicadores divulgados ontem no Brasil trouxeram uma direção positiva, aos mostrarem arrefecimento de algumas das estimativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no boletim, Focus, destaca Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

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A despeito da divisão no mercado quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) amanhã, no mesmo dia da do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Faust diz que o que importa é que o ciclo de alta da Selic, que está em 14,75% ao ano, está no fim. "Mesmo se houver uma alta de 0,25 ponto será marginal. As atenções ficarão no comunicado do Copom para ver quando o processo de queda dos juros vai começar", diz.

Hoje nos EUA saíram dados de varejo e da indústria. As vendas no varejo caíram 0,9% em maio ante abril, na comparação com projeção de recuo de 0,7%. Já a produção industrial dos Estados Unidos cedeu 0,2% no quinto mês do ano (previsão: alta de 0,2%). Os resultados sugerem desaquecimento da atividade, reforçando apostas de queda dos juros americanos lá na frente, segundo analistas.

"Hoje o tom é mais cauteloso nos mercados, em meio a novas preocupações com relação ao conflito no Oriente Médio, com investidores atentos a dados dos EUA e fiscal no Brasil", afirma Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.

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Os investidores também devem com foco em questões fiscais, na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Ontem a Câmara aprovou o requerimento de urgência do projeto que susta os efeitos da medida que eleva o IOF. Ainda não há acordo sobre a data de apreciação do mérito do Projeto de Decreto Legislativo (PDL).

Lá fora, a cautela está de volta nos mercados após uma pausa na véspera, em meio a preocupações renovadas com o conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ontem que Teerã fosse evacuada e deixou a reunião de Cúpula do G7 no Canadá antes do previsto.

Trump disse hoje que não deixou antecipadamente a cúpula para negociar um "cessar-fogo" entre Israel e o Irã. "É algo Muito maior que isso", escreveu.

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Há temores de que as tensões se espalhem pelo Oriente Médio e comprometam a oferta de petróleo da região, fator que voltou a impulsionar os preços da commodity para a casa dos 2,00% nesta terça-feira. Já o minério de ferro recuou 0,07% em Dalian.

Ontem o Ibovespa fechou em alta de 1,49%, aos 139.255,91 pontos, e o dólar furou o piso de R$ 5,50 pela primeira vez no fechamento desde outubro. "A bolsa também animou ontem, foi para quase 140 mil pontos novamente, chegou a subir 2% no momento mais eufórico, mesmo com uma guerra e os ataques", pontua Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos.

Às 11h22, o Ibovespa caía 0,23%, na mínima aos 138.942,20 pontos, ante alta de 0,17%, na máxima aos 139.496,64 pontos. Vale caía 1,86% e Petrobrás subia entre 1,92% (PN) e 2,46% (ON). As ações PNA da Usiminas era as que mais caíam (quase 6%) O Itaú BBA rebaixou sua recomendação para Usiminas para marketperform (equivalente a neutro), com preço-alvo de R$ 5,9.

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