TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Câmara aprova texto-base da política nacional de minerais críticos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Câmara dos Deputados aprovou, por votação simbólica, na noite desta quarta-feira, 6, o projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. De acordo com o relator da proposta, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), a finalidade é fomentar a pesquisa, a lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil. Os destaques estão sendo votados neste momento. São 12 destaques. Finalizada a votação, o texto seguirá para o Senado.

O relatório do deputado, no campo dos incentivos fiscais, institui o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), que prevê a concessão de créditos fiscais entre 2030 e 2034, no montante de R$ 1 bilhão por ano, totalizando R$ 5 bilhões no período. O benefício poderá corresponder a até 20% dos dispêndios realizados pelos projetos contemplados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os minerais críticos são riquezas que incluem elementos como o cobre, o lítio, o grafite, o lítio e o níquel e as chamadas terras raras (leia mais abaixo). Nos últimos anos despertaram uma corrida mundial, por serem fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores - e também servirem à indústria bélica. O Brasil detém uma das maiores reservas mundiais de terras raras.

O modelo aprovado na Câmara também permite a concessão de créditos de modo a beneficiar empresas que firmem contratos de longo prazo, com duração mínima de cinco anos, e condiciona o acesso aos incentivos ao enquadramento dos projetos como prioritários no âmbito da política nacional. O porcentual do crédito poderá variar conforme o nível de agregação de valor promovido no País.

De acordo com Jardim, o desenho busca incentivar não apenas a extração, mas principalmente o beneficiamento e a transformação industrial dos minerais críticos, ampliando a participação do Brasil nas etapas mais sofisticadas da cadeia produtiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundo garantidor

O relator do projeto afirmou que seu perecer institui o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). O texto autoriza a União a criar o fundo e participar como cotista nesse limite de R$ 2 bilhões, com o objetivo de viabilizar garantias que facilitem o acesso a financiamento para projetos no setor.

"Instituímos o Fundo Garantidor da Atividade Mineral no limite de R$ 2 bilhões para a concessão de garantias para cobertura de risco de crédito", afirmou durante apresentação do relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do governo federal, também poderão integrar o FGAM como cotistas empresas que obtenham receita com atividades de pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação de minerais críticos ou estratégicos no País.

O fundo terá natureza privada e deverá ser administrado por uma instituição financeira oficial federal, enquanto um comitê gestor será responsável por definir as diretrizes, requisitos e condicionantes para a concessão das garantias.

Segundo estimativas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), são necessários cerca de R$ 5 bilhões para destravar projetos no setor de minerais críticos, o que indica que o fundo poderá atuar como instrumento complementar para alavancar investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Incentivo ao beneficiamento

O relator afirmou que a construção do seu parecer sobre o assunto se baseou na necessidade do Brasil não se sujeitar a ser apenas exportador de minerais críticos e terras raras, mas sim um agregador de valor.

"A soberania nacional é pilar do texto. Não nos sujeitaremos a ser exportadores. Queremos agregar valor ao produto brasileiro", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O parecer aprovado estabelece como princípio a limitação da exportação de matéria-prima sem processamento. A medida busca desestimular a venda de minerais brutos e incentivar que as etapas de beneficiamento e transformação ocorram no País, ampliando a captura de valor econômico ao longo da cadeia produtiva.

A proposta também cria uma lógica de incentivo progressivo em que, à medida que a empresa avança nas fases de beneficiamento do mineral no Brasil, receberá maior benefício fiscal.

O relator optou por manter um ambiente aberto ao capital estrangeiro, com receptividade a investimentos independentemente do país de origem, desde que alinhados à incorporação de tecnologia e ao fortalecimento da cadeia produtiva no Brasil. A diretriz é atrair projetos que ampliem a capacidade nacional de processamento e agregação de valor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Imposto de exportação

Jardim afirmou que o governo poderá lançar mão do imposto sobre exportação como instrumento para desestimular a venda de commodities minerais ao exterior, embora a medida não tenha sido incorporada diretamente ao parecer.

O que são as terras raras?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os minerais de terras raras são compostos por 17 elementos químicos: cério, disprósio, érbio, escândio, európio, gadolínio, hólmio, itérbio, ítrio, lantânio, lutécio, neodímio, praseodímio, promécio, samário, térbio e túlio.

São utilizados para a produção de componentes elétricos como os de telefones celulares, telas de televisão e ímãs permanentes para turbinas eólicas, entre outros.

Segundo estudos do Serviço Geológico do Brasil (SGB), as terras raras, no Brasil, estão distribuídas entre os Estados da Bahia, de Goiás e de Minas Gerais - com projetos mapeados - e o Amazonas, o Rio de Janeiro, em Roraima e São Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV