Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Câmara aprova PL que prorroga incentivo a semicondutores e amplia efeitos da Lei da Informática

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Câmara aprovou na quarta-feira, 19, um projeto de lei que prorroga o prazo de incentivos fiscais e reformula o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), além de estender os efeitos tributários da Lei da Informática. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo apostava na aprovação da proposta ainda na quarta-feira pelos deputados. O texto vai agora para análise do Senado.

A área técnica do Executivo justifica a necessidade de prorrogação dos benefícios porque a reforma tributária estendeu até 2073 essas benesses para a região da Zona Franca de Manaus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O temor era de que, sem o atrativo fiscal no restante do País, empresas de outras regiões, como Sul, Sudeste e Nordeste, migrassem para a Zona Franca. Segundo uma fonte a par das discussões, a elaboração da proposta foi articulada entre os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Desenvolvimento e Indústria, e da Fazenda.

No caso do Padis, criado para estimular fabricantes de bens de informática, automação e telecomunicações, as empresas habilitadas no programa podem conseguir até tarifa zero em impostos federais, como PIS/Cofins e IPI, além de obter crédito financeiro por aplicarem em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A legislação atual, contudo, prevê que esses benefícios existirão somente até o fim de 2026. O projeto aprovado na Câmara estende esse prazo até o fim de 2029.

O relator, o deputado André Figueiredo (PDT-CE), argumentou no relatório que a proposta não tem impacto orçamentário para a meta de renúncias já projetada pela Receita para o próximo ano e para 2026. A previsão é de que os créditos financeiros concedidos às empresas, seguindo a proposta, alcancem R$ 7,309 bilhões em 2025 e R$ 7,638 bilhões em 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da alteração nos prazos do Padis, o governo aproveitou o projeto para tentar avançar em reformulações do programa. Na cadeia de produção de semicondutores, o plano é que empresas responsáveis por projetos de design também possam ser beneficiadas, por exemplo.

De acordo com uma fonte do governo, o Padis original tinha perspectiva de tornar o Brasil um forte fabricante de semicondutores. A realidade, contudo, mostrou que o País explora e tem potencial em outros elos, como a concepção e desenvolvimento de projetos de design, que podem ser exportados para países fabricantes.

O projeto cria o Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon), com o objetivo de "incentivar o avanço tecnológico e o fortalecimento do ecossistema de pesquisa, desenvolvimento, inovação, design, produção e aplicação de componentes semicondutores, displays e painéis solares no País".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pela proposta aprovada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) poderão criar linhas de crédito ou garantias para financiamento dos custos diretos de capital e custeio, com redução a zero da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para apoiar empreendimentos novos ou já existentes a serem ampliados, modernizados ou atualizados no setor de semicondutores por empresas habilitadas no Padis.

O relator também alterou o prazo do benefício e questões regulatórias para otimizar o processo de habilitação e avaliação no âmbito da Lei de Informática, com efeitos também até o fim de 2029. Como não é possível ampliar o prazo dos incentivos para o mesmo período da Zona Franca de Manaus, pela exigência de uma cláusula de vigência máxima de cinco anos, a proposta prevê que o prazo será automaticamente até 2073 caso a lei de diretrizes orçamentárias dispense essa norma.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV